Um passo para a reabertura
Em sintonia com os banqueiros e com os próprios umbigos, estudantes de cursos historicamente conservadores fazem uma encenação de protesto para defender as aulas em EAD
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Como ficam os estudantes pobres na EAD? | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/Fotos Públicas

Enquanto manifestações legítimas dos estudantes são solenemente ignoradas pela mídia burguesa e violentamente reprimidas pela polícia militar, um inusitado “protesto” teve cobertura especial da Rede Globo. Estudantes na UNEB tiveram destaque em reportagem da emissora onde pediam o retorno das aulas, de forma remota.

Alunos dos cursos de Farmácia, Enfermagem e Medicina pediram apoio público ao DCE, Aduneb e Sintest-BA. Para enfeitar a demanda com ares mais populares, o protesto foi feito no bairro do Cabula, periferia de Salvador. Além disso, fizeram questão de destacar que queriam um retorno “não obrigatório” para “não prejudicar os alunos que não têm acesso à internet”.

É óbvio para qualquer um que o retorno das aulas não será optativo e é um fator de divisão social entre os estudantes. Não é por acaso que a encenação de protesto mobilizou estudantes de cursos tradicionalmente conservadores, que não representam o movimento estudantil. Ao contrário, são seus inimigos, sabendo disso ou não. E estão sendo usados como massa de manobra para defender os interesses dos banqueiros.

Quer dizer que cursos da área da saúde serão ministradas online? Médicos formados em EAD? É claro que isso não vai durar muito tempo, não passa de uma etapa de transição para a retomada das aulas presenciais. Ao mesmo que tempo em que defender, provavelmente sem se dar conta, a política dos banqueiros, esses estudantes estão defendendo interesses pessoais e mesquinhos. Nada de novo, isso é comum sempre que greves estudantis conseguem se estender por meses.

No dia seguinte ao protesto coxinha, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE) aprovou o retorno das aulas da graduação de forma remota, um passo rumo ao retorno das aulas presenciais antes da vacinação. Isso caracteriza esse protesto como um apoio à política genocida da burguesia.

A Aliança da Juventude Revolucionária (AJR) vem impulsionando há meses campanhas pela suspensão do ano letivo. Essa é a política séria em defesa da maioria dos estudantes do país, que enfrentam desde problemas materiais, como falta de computadores e internet, até falta de condições físicas e psicológicas.

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