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O presidente do PSTU publicou na última segunda (8), em sua página no Facebook, um vídeo em apoio à greve dos Policiais Militares no Rio Grande do Norte. Os policiais estavam paralisados desde 19 de dezembro de 2017, e encerraram hoje o movimento, que ensejou inclusive a intervenção militar no Estado em 30 de dezembro. No dia 6 de janeiro, o governador declarou estado de calamidade pública. Vestido de preto, Zé Maria afirma que “O PSTU se coloca ao lado dos policiais civis e militares”, não só do Rio Grande do Norte mas também em todo o país.

Com o “sucesso” da greve, os policiais do estado receberão melhores salários e uma verba de R$100 milhões em infraestrutura e equipamentos. São mais armas para matar a população pobre e negra das periferias, são mais bombas de gás e balas de borracha para reprimir as manifestações populares contra o golpe. O PSTU se alinha assim com os setores mais direitistas da população ao defender o aparelhamento da PM.

Como toda categoria de trabalhado, os policiais militares tem direito de fazer greve. Tal direito deve ser defendido por todas as organizações de trabalhadores. Porém a função primordial da PM é servir de braço armado do Estado burguês junto à população mais pobre. Defender mais infraestrutura para a PM, portanto, é defender mais opressão estatal.

O Rio Grande do Norte tem a segunda maior taxa de homicídios por armas de fogo do Brasil, com 64 mortes por cada 100 mil habitantes. Foi um aumento de 18% em relação a 2015, correspondendo justamente ao aumento no investimento da segurança pública naquele estado. A conclusão é simples: mais equipamentos para a PM gera mais mortes por armas de fogo, porque a polícia – apoiada pelo PSTU – é responsável por uma parcela significativa dessas mortes. A PM do Rio Grande do Norte foi ainda responsável por permitir a barbárie na rebelião de presos de Alcaçuz há um ano, quando mais de 30 detentos foram mortos porque o estado não foi capaz de garantir a sua segurança.

Zé Maria e o PSTU saem em defesa do assassinato da população, como os coxinhas que pedem mais PM e para quem “bandido bom é bandido morto”.

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