8.000 presos devem ser soltos
Assim como as políticas econômicas, outras questões praticadas pela direita estão sendo colocadas em cheque pela crise do Coronavírus. Desta vez, a pauta é o sistema carcerário.
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Lapaz Bolivia 20 11 2019 - A auto proclamada presidente da Bolivia Jeanine Añez enviou ao congresso Boliviano um projeto de lei para convocar eleições gerais no país foto Zaconeta Caballero Reinaldo
A presidente golpista da Bolívia Jeanine Ánez. Foto: Zaconeta Caballero Reinaldo, |

Assim como as políticas econômicas, outras questões praticadas pela direita estão sendo colocadas em cheque pela crise do coronavírus. Desta vez, a pauta é o sistema carcerário. O governo golpista da Bolívia, comandado no momento por Jeanine Áñes, propôs uma lei para perdão e anistia de aproximadamente 8.000 presos do sistema carcerário boliviano, numa tentativa de tentar controlar uma possível infecção em massa de detentos no país. Seriam beneficiados pessoas com mais de 58 anos, condenadas ou não, e também estendido às mulheres a partir dos 55 anos, se tiverem filhos. Estima-se que as prisões da Bolívia estão com mais que o dobro da capacidade do sistema prisional, mostrando os sérios problemas do encarceramento em massa, já que o ambiente cria condições completamente insalubres para as pessoas viverem e podem ser focos de várias doenças contagiosas, não apenas a Covid-19, mas também a tuberculose, a sarna, entre outras. Apesar da medida, presos políticos irão continuar encarcerados, mostrando que a política da direita continua firme mesmo tomando esse tipo de decisão de libertar outros presos.  

A Bolívia não é o único país que está recorrendo a este tipo de expediente para evitar o contágio desenfreado de pessoas. Turquia, Irã, Afeganistão, Sudão e Etiópia já tomaram medidas parecidas para evitar a explosão de uma crise carcerária e também de saúde.

A liberação de presos que não representam perigo a sociedade é mais do que necessária no mundo todo, afinal estamos tratando de seres humanos e o contágio de um prisioneiro dentro de uma cadeia pode representar contágio e mortes em massa. A encarceração em massa é apenas uma forma cruel e sem planejamento de resolver os problemas estruturais da sociedade.

Enquanto até governos direitistas estão tomando esse tipo de decisão para conter o avanço do contágio do coronavírus, no Brasil o governo Bolsonaro e o juiz Sérgio Moro até agora não se pronunciaram sobre como o sistema carcerário vai enfrentar a pandemia. E esse silêncio é proposital. Para o governo fascista, o sistema penitenciário não trata de pessoas, por isso não há uma preocupação para que não haja uma contaminação em massa dentro de presídios. Isso pode levar à uma crise também nas prisões, além de agravar todos os outros problemas que o país deverá enfrentar nos próximos meses. 

O sistema carcerário, muitas vezes esquecido, é uma parcela da sociedade que precisa de atenção neste momento. Um sistema que aprisiona em sua esmagadora maioria pobres e negros pode estar perto de um verdadeiro massacre com grandes quantidades de mortos pela pandemia.  Liberar os presos que não representam perigo à sociedade, além de garantir com que os outros presos possam estar seguros é um dever do Estado, independente do julgamento dos crimes continuamos lidando com seres humanos.

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