Severina Xique-Xique
Genival Lacerda morreu aos 89 anos, deixando uma obra de mais de 40 LPs, legítima expressão do povo nordestino
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Genival-Lacerda foto divulgação
O cantor paraibano Genival Lacerda | Foto: divulgação

Neste dia 7 de janeiro de 2021 o Brasil perdeu um de seus artistas mais populares, mais divertidos e emblemáticos do espírito do povo nordestino, Genival Lacerda. Ele estava internado desde 30 de novembro do ano passado para tratamento de uma pneumonia decorrente do coronavírus. A notícia de sua morte foi anunciada pelo filho do cantor, Genival Lacerda Filho, através do Instagram. Era uma mensagem curta: “painho faleceu”.

Genival Lacerda é mais uma vítima do coronavírus, uma doença que tem se espalhado de maneira incontrolável pelo país, resultado da completa falta de uma política de combate à doença pelas autoridades das esferas federal, estadual e municipal.

Neste dia contabilizamos 198.974 mortes, sendo que 1242 apenas nas últimas 24 horas, com um total de mais de 7,8 milhões de pessoas infectadas. Estes são apenas os dados oficiais, mas é bastante claro para todos que estes números estão bastante abaixo da realidade. A pandemia já vitimou dezenas de artistas brasileiros e podemos lembrar de alguns deles como a atriz Nicette Bruno, o cantor Paulinho do Roupa Nova, o ator Eduardo Galvão, o escritor Sérgio Sant’Anna, o compositor Aldir Blanc, o dramaturgo Antonio Bivar, a cantora Dulce Nunes, o cantor e compositor Evaldo Gouveia, o sambista Ubirany do Fundo de Quintal e o artista plástico e ator Daniel Azulay, entre muitos outros.

Genival Lacerda nasceu em Campina Grande, Paraíba, em 15 de abril de 1931. Iniciou sua carreira musical cantando forró, xaxado e baião, acompanhado de sua sanfona. Nos anos 50 se mudou para Pernambuco. Lançou seu primeiro disco de 78 rotações pela gravadora Mocambo em 1956, que tinha as músicas “Coco de 56” e o xaxado “Dance o Xaxado”. “Coco de 56” já foi o seu primeiro sucesso.

Nos anos 50 e 60 continuou lançando vários discos, de sucesso regional. Em 1964 foi morar no Rio de Janeiro, incentivado por seu concunhado Jackson do Pandeiro. Nesse ano gravou e lançou seu primeiro LP, “Rei da Munganga” pela gravadora Continental. Foram vários LPs nesse período, “Este é o Cobra do Norte” (1966), “O Senador do Rojão” (1968), “Eu Sou Assim” (1969), “Mungangueiro Pra Daná” (1970), “Mungangueiro Aloprado” (1971) e “Ralador de Coco” (1974), entre outros.

Mas foi em 1975 que Genival estourou nacionalmente, quando lançou o seu clássico “Severina Xique Xique”, que diz:

“Quem não conhece Severina Xique-xique
Que butou uma butique para a vida melhorar?
Pedro Caroço, filho de Zé Vagamela
Passa o dia na esquina, fazendo aceno para ela

Ele tá de olho
É na butique dela
Ele tá de olho
É na butique dela”

Essa música é parte do seu LP “Aqui Tem Catimberê” de 1975, um disco que vendeu mais de 800 mil cópias em todo o país. Seu LP seguinte, “Vamos Mariquinha” (1976) trouxe outras músicas de sucesso como “É Aí que Você se Engana”, “Forró da Gente” e “A Mulher da Cocada”.

Ao lado de sua atividade de músico Genival apareceu também em três filmes: “Vamos Cantar Disco Baby” (1979), “Made In Brasil” (1985) e “Beijos 2348/72” (1990), em todos eles no papel de um cantor de forró. Em 2009 foi lançado um documentário sobre o cantor, “O Rei da Munganga”. Genival fez ainda uma participação no filme “Foliar Brasil”, que ainda não tem previsão de estreia.

Ao longo de todos estes anos Genival nunca parou de se apresentar pelo nordeste, uma agenda sempre cheia, especialmente durante o período das festas juninas. Ele faleceu aos 89 anos, uma vida inteiramente dedicada a trazer alegria para os seus fãs.

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