Covid-19 na rede privada
O Tribunal de Justiça do Paraná determinou a suspensão das aulas presenciais na rede privada de ensino em Londrina, que até a manha desta quarta-feira (25) seguia normalmente
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Aulas suspensas nas escolas privadas | Foto: Reprodução

Nesta terça feira (24), o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) determinou a suspensão das aulas presenciais na rede privada de ensino em Londrina, Paraná, que até a manha desta quarta feria (25) seguia normalmente. Desde outubro deste ano, 83 escolas particulares da região seguiam com aula presencial devido a liminar concedida pela Justiça do estado a favor da Sinepe, (Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Estado do Paraná), cujas escolas em questão estão filiadas. Este sindicato e composto de empresários, burgueses e diretores de escolas particulares cujo interesse principal é a manutenção dos lucros em detrimento dos estudantes, funcionários e professores.

A decisão proferida, por outro lado, aponta que a abertura dessas escolas so pode ocorrer no caso da perda da força da pandemia, portanto não cabendo à justiça definir se a prefeitura pode ou não autorizar aulas presenciais. A Sinepe, seguindo seus interesses genocidas, irá recorrer a decisão de suspensão, porem enquanto isso, as 83 escolas seguem suspensas.

O verdadeiro motivo da Sinepe recorrer a decisão é o fato de essa situação servir como exemplo claro de que mesmo entre escolas das camadas mais ricas da população, as da rede privada do ensino os tais protocolos de segurança, os critérios de precaução e medidas protocolares, responsáveis por tantos documentos de estado ao longo desses últimos meses, representam uma farsa. É claro que as medidas preventivas e protocolos sejam incapazes de se realizarem na vasta maioria das escolas brasileiras, principalmente na rede publica, uma vez que não há infraestrutura ou verba para tal.

Na rede privada, que tem uma maior capacidade de arcar com tais medidas, vemos o mesmo tipo de problema: Medidas protocolares não impedirão que novos casos se empilhem sobre os professores, funcionários e alunos, fazendo com que as escolas fechem novamente de qualquer maneira. Isso pois estes protocolos não servem para impedir novos casos de doença e sim como propaganda da burguesia para avançar a politica de reabertura das escolas, principalmente na rede privada, que até hoje serviu como ponta de flecha dessa politica no Brasil.

A política correta, como a apresentada pela AJR, requer a luta pela suspensão das aulas e do calendário escolar deste ano ou ano que vem, até que a pandemia seja efetivamente superada, algo que só pode ser conquistado com a mobilização da comunidade escolar, especialmente os estudantes, que são mais numerosos no espaço escolar e os mais afetados pela doença em aulas presenciais.

Não é possível aceitar, legitimar ou defender a existência do ano letivo em 2020, em meio a pandemia. Argumentar a seu favor é defender o genocídio das crianças ou a inacessibilidade dos estudantes mais pobres ao ensino publico. Não existem eleições ou medidas jurídicas ou políticas vindas do estado burguês que irão resolver estas questões.

É necessário que as categorias afetadas, principalmente a juventude e a comunidade escolar, se organizem e se mobilizem para não permitir que esse ataque se manifeste  e principalmente pela pauta politica que é o fora Bolsonaro e todos os golpistas, pelo fim do Ano letivo até o fim da pandemia e por todas as suas reivindicações políticas.

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