Mais crimes, agora usando bola
Mostrando as enormes falhas dos chamados protocolos para a volta do campeonato brasileiro, cinco equipes estão contaminadas: CSA, CRB, Guarani, Juventude e Goiás
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Covid fut (1)
Expostos aos riscos jogadores de futebol entram em campo por partidas do Brasileirão | Foto: Reprodução

Comprovando a volta do futebol em meio às pressões para garantir os lucros dos capitalistas envolvidos com o futebol, já no primeiro final semana com jogos do campeonato brasileiro da 1ª e 2ª divisão, nada menos do que cinco clubes tiveram jogadores testados positivamente ou tiveram contato direto com atletas infectados. Podendo já neste último final de semana, multiplicado no mínimo por dois a contaminação entre equipes de futebol.

Sendo na série B, torneio com menores recursos advindos da CBF ou dos capitalistas, quatro clubes estão sendo considerados transmissores do coronavírus, estes mesmos clubes tiveram suas partidas mantidas pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Tudo começou com os resultados de testes dos jogadores do CSA, testados, oito jogadores do CSA apresentaram resultados positivos para a doença após disputarem a final do Campeonato Alagoano contra o CRB.

Mesmo com a CBF tendo em mãos os resultados dos testes e o pedido de adiamento, por parte da equipe do CSA, pedido este solicitado através do presidente interino do seu Conselho Deliberativo, Valmá Peixoto, mas que foi negado pela CBF. Assim as partidas de estreia na Série B foram mantidas, num verdadeiro crime que merece condenação, ou seja, a CBF permitiu a proliferação da doença, entre jogadores, funcionários, familiares dos atletas, jornalistas entre outros. Os jogadores do CRB, campeões do estadual alagoano, que tiveram contato com o elenco com a equipe do CSA, na final do campeonato alagoano estiveram no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, em Maceió, onde embarcaram na quinta-feira para o Rio Grande do Sul para a partida contra o Juventude e perderam por 2 a 1 no sábado. Em Alagoas, a CBF manteve o jogo da equipe principal mesmo com cinco titulares afastados devido à doença, o CSA entrou em campo e conseguiu vencer o Guarani por 1 a 0.

De acordo com análise do epidemiologista Paulo Lotufo, da Universidade de São Paulo (USP), as partidas que não foram adiadas pela CBF colocaram CSA, CRB, Guarani e Juventude em risco. “Se os jogadores do CSA testaram positivo, mesmo de forma assintomática podemos dizer sem dúvida que quem teve contato com eles estão em risco”. Lotufo ainda denunciou que, “Esse é o maior problema das viagens dos clubes, é espalhar o vírus em aeroportos que tem grande circulação de pessoas […] Mesmo os jogadores que não testaram positivo deveriam ter ficado em isolamento por serem considerados infectantes”.

Procurando se eximir de responsabilidade, dirigentes da CBF trataram de passar a bola para seus subalternos, a Comissão Nacional de Médicos de Futebol (CNMF) da CBF, dizendo que “todas as situações são analisadas pela CNMF e que as decisões são tomadas de acordo com as normas da OMS e os protocolos do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais de Saúde”.

Os fatos mostram que nenhum protocolo de saúde foi seguido, apenas protocolos que levam em conta o aspecto econômico da competição. Já no caso da Série A do campeonato brasileiro e com a denúncia dos jogos do dia anterior, amplamente divulgados no meio, a partida entre Goiás e São Paulo, marcada para o domingo em Goiânia foi adiada, em razão da comprovação de contaminação de vários jogadores da equipe esmeraldina.

A volta do futebol brasileiro aos gramados defendendo apenas os cofres dos envolvidos no esporte é apenas mais um dos muitos aspectos, que mostram o enorme crime cometido contra a população brasileira, desde fevereiro deste ano, quando as autoridades golpistas do país já tinham informações da presença do vírus no país. O governo fascista deveria ser condenado por crime de guerra contra o povo brasileiro, onde o genocídio ultrapassou a marca de 100 mil mortos no Brasil, no último final de semana.

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