Direitos democráticos
Sem combater de fato a pandemia, governos direitistas aprofundam o caráter autoritário das supostas “democracias” ocidentais
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Exército espanhol patrulhando as ruas para impedir a circulação de pessoas em abril | Foto: Jesús de los Reyes/Exército da Terra/Fotos Públicas
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Exército espanhol patrulhando as ruas para impedir a circulação de pessoas em abril | Foto: Jesús de los Reyes/Exército da Terra/Fotos Públicas

A pandemia de Covid-19 marcou o ano de 2020. Países capitalistas desenvolvidos se mostraram incapazes de socorrer satisfatoriamente as suas próprias populações. Países capitalistas atrasados obviamente opuseram resistência muito mais débil. Em comum, os governos proclamados “democráticos” têm adotado medidas antidemocráticas como estratégia principal para conter o avanço das infecções.

As populações dos países centrais do sistema econômico mundial já haviam perdido muitas liberdades democráticas a partir da chamada “guerra ao terror”, encabeçada pelos EUA. Com a incapacidade de implementar medidas de combate efetivo à pandemia, os países mais ricos do mundo apostam em expandir as restrições.

Assim como na “guerra ao terror”, está sendo imposta à população uma espécie de “estado de emergência permanente”. Toques de recolher, fechamento de parte do comércio, proibição de reuniões.. e por aí vai. Com o pretexto de conter o avanço do vírus, os governos imperialistas ensaiam o estabelecimento de regimes mais autoritários.

Para além da pandemia, 2020 já começou em meio a uma acentuação da crise histórica do capitalismo. A etapa atual de crise, iniciada em 2008, não foi resolvida. Nem os países capitalistas desenvolvidos têm recursos suficientes para distribuir parte da riqueza da burguesia afim de manter a população sob controle “democrático”.

Nos países atrasados o quadro é o mesmo, porém agravado pela baixa industrialização e falta de controle dos setores econômicos. Como o PCO denunciou ainda em março, a defesa da quarentena por parte de políticos direitistas como João Dória e Wilson Witzel não passava de uma cortina de fumaça para encobrir a falta de investimentos concretos nos serviços de saúde.

Assim como grande parte da esquerda brasileira, esquerdistas ao redor do mundo têm dado apoio político às medidas restritivas. Tomados pelo pânico, relativam a importância das liberdades individuais e se tornam sombras dos governos de direita tradicionais.

Por outro lado, ao mesmo tempo em que são impostas mais medidas restritivas, a grande maioria da classe operária segue se apertando nos transportes públicos e se aglomerando nas fábricas. A produção de mercadorias segue indiferente a essas regras, que servem apenas como mecanismos de controle para serem usados quando necessário.

Esse panorama confuso é campo fértil para a extrema-direita, que faz demagogia em defesa dessas liberdades fundamentais. Parte da população acaba vendo apenas nesse setor a defesa de alguns direitos básicos.

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