Pobres são as maiores vítimas
Um estudo realizado pelo epidemiologista e professor Paulo Lotufo, revelou que nos bairros mais pobres de São Paulo as mortes por Covid-19 são 60% maiores do que nos bairros ricos.
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Cemitério da Vila Formosa, em São Paulo. | Foto: Amanda Perobelli/Reuters.

Um estudo realizado pelo epidemiologista e professor da USP (Universidade de São Paulo) Paulo Lotufo, revelou que nos bairros mais pobres de São Paulo as mortes por Covid-19 são 60% maiores do que os bairros mais ricos da cidade.

Para o estudo, o professor dividiu a cidade em três áreas, baseadas em critérios socioeconômicos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na área 1, estariam os bairros mais ricos, na área 2 os intermediários e na área 3 os bairros mais pobres. Com os dados das mortes confirmadas divulgadas pelo Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade (PRO-AIM) da Secretaria de Saúde, foi constatado que os bairros Pari, Brás e Cachoeirinha concentram o maior número de mortes da cidade. Em números, são 87 mortes para cada 100 mil habitantes no Brás, 84,4 mortes para cada 100 mil habitantes no Pari e 83,9 mortes para cada 100 mil habitantes em
Cachoeirinha.

Por outro lado, nos bairros mais ricos, os números são bem menores. Em Bela Vista, registra-se 20,7 mortes por 100 mil habitantes, no Butantã, 23,4 mortes por 100 mil habitantes e em Jardim Paulista registra-se 23,7 mortes por 100 mil habitantes. Se pegarmos pelas três áreas delimitadas e somarmos todos os bairros, a área 1, de bairros mais ricos, ainda continua com menos mortes. Somando todos os bairros, a área 1 registra 36 mortes por 100 mil habitantes. Na área 2 o número sobe consideravelmente, onde registra-se 51,1 mortes por 100 mil habitantes, e na área 3, o número continua sendo o maior, com 57,7 mortes por 100 mil habitantes.

O estudo demonstra como as classes sociais mais pobres são as que mais sofrem com a doença, pois não contam com a mesma qualidade de vida e estrutura de moradia, saúde, alimentação entre outros do que as classes mais ricas. É a demonstração clara de que o vírus e a doença não colocam todos “no mesmo barco” afinal ela afeta duramente e muito mais os trabalhadores mais pobres que seguem desamparados pelo Estado e pelos patrões do que a burguesia.

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