Segue o genocídio
O golpe de Estado se deu para acabar com toda a rede de proteção social no Brasil, para intensificar a exploração e buscar garantir o lucro dos capitalistas em meio à crise atual.
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Demagogia no Congresso, assassinato nas comunidades. Manifestação “A floresta é nossa casa”. | Foto: Roque de Sá/ Agência Senado
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Demagogia no Congresso, assassinato nas comunidades. Manifestação “A floresta é nossa casa”. | Foto: Roque de Sá/ Agência Senado

Dando prosseguimento à sua gestão genocida da questão da pandemia, o governo golpista de Bolsonaro já é responsável por 1000 mortes de indígenas. A informação é da APIB – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, isto até o dia 12 de fevereiro. Inimigo de todos os trabalhadores e explorados, o governo leva adiante uma política de total descaso para com essas populações, isso quando não se coloca diretamente a favor do assassinato das nações indígenas.

Além de não garantir assistência à saúde, acabando com o programa Mais Médicos, que atendia populações isoladas dos grandes centros, o governo não garantiu quantidade adequada de testes para acompanhar o desenvolvimento da doença, isso em todas as áreas da sociedade. Indo além, a ação do governo é de buscar ocultar em partes o resultado de sua política, ao mascarar o número de indígenas mortos ao não categorizá-los como indígenas.

Segundo a APIB, o número de membros de comunidades originárias mortos pela COVID-19 foi de 965, enquanto o de infectados confirmados foi de 48.554 e um total de 161 povos afetados, isso até 12 de fevereiro. Enquanto isso a Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde assinalava 564 mortes e 42.508 pessoas infectadas até dia 11 de fevereiro. Essa discrepância ocorre pela definição de quem seria indígena ou não pelo governo, numa clara maquiagem dos dados.

O golpe de Estado se deu de modo a acabar com toda a rede de proteção social no Brasil, para intensificar a exploração e buscar garantir o lucro dos capitalistas em meio à atual crise do capitalismo. Sendo assim, os povos já mais marginalizados, a parte mais pobre da população, é justamente aquela mais afetada. Isso sem entrar na questão do embate histórico entre as comunidades indígenas e o garimpo, o latifúndio, a mineração e as madeireiras.

A partir do golpe, houve uma intensificação na invasão das Reservas Indígenas – RI por parte de todos os grupos citados, além de um crescimento nas ações de pistolagem, de assassinato de lideranças indígenas. Não à toa, afinal o golpe foi apoiado por todos esses setores, e o governo Bolsonaro colocou explicitamente que não haverá mais um centímetro de terra para indígenas. Uma política declaradamente assassina.

Tendo em vista todas essas questões, deve estar claro a todos os oprimidos e explorados do Brasil que é necessário derrotar o golpe, é vital. Por isso mesmo, a campanha para pôr em xeque o regime golpista de conjunto deve ser fortalecida e ampliada por todas as organizações populares. Os partidos e sindicatos precisam parar com a demagogia de “defender a vida” ao não fazer nada, ou tomar ações inócuas, como carreatas e panelaços, e dar efetivo combate ao golpe. Terra para quem nela vive e trabalha! Fora Bolsonaro e todos os golpistas! Lula candidato, Lula presidente!

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