Trabalhadores em frigoríficos
Para manter seus lucros, os patrões procuram sugar até a última gota de sangue dos trabalhadores, nas piores condições possíveis e imagináveis
Marca do grupo em entrada de frigorifico
JBS/Friboi, um dos principais causadores de acidentes e doenças nos trabalhadores | Foto: Reprodução
Marca do grupo em entrada de frigorifico
JBS/Friboi, um dos principais causadores de acidentes e doenças nos trabalhadores | Foto: Reprodução

Com um número astronômico de acidentes e doenças ocupacionais nos frigoríficos, se tornando há décadas o setor industrial com maior quantidade de acidentes e doenças ocupacionais do país, o setor, também, se tornou o maior foco de contaminação do coronavírus.

É um ramo que representa 500 mil trabalhadores, com mais de mil fábricas, pelo menos metade, somente no sul do país. As informações que se têm, coletadas pelos trabalhadores através de representantes sindicais da categoria, o contingente de contaminados ultrapassam aos 125 mil trabalhadores.

No entanto, as doenças ocupacionais dentro das fábricas, não correspondem somente ao coronavírus, o que pode ultrapassar os 300 mil trabalhadores nessas condições, incluindo os acidentes de trabalho, ou seja, os frigoríficos são verdadeiras máquinas de moer gente.

Alguns exemplos para ilustrar o cotidiano dos trabalhadores.

Em Nova Andradina, município de Mato Grosso do Sul, no dia três de agosto, um jovem de 24 foi eletrocutado e morreu quando estava fazendo manutenção nas instalações do frigorífico do grupo JBS/Friboi.

No Frigorífico Minerva, em Araguaína, município de Tocantins, em 11 de agosto, às 7h30, vários trabalhadores tiveram que ser socorridos, devido ao vazamento de amônia.

Foram necessárias, segundo informações dos trabalhadores, pelo menos três viaturas do Samu e viaturas do Corpo de Bombeiros no local prestando atendimento aos funcionários, além do pânico causado. Vários trabalhadores foram encaminhados ao pronto socorro da cidade.

O outro acidente ocorreu em pleno feriado do dias sete de setembro, no Porto de Iranduba, cidade do Amazonas, quanto houve uma explosão em cilindros de amônia, onde envolveu mais de 60 operários, que inalaram o gás tóxico, conforme a imprensa venal da Globo, o G1 do dia 07/09, há informações de que, dois vários trabalhadores que estavam em observação, dois ficaram internados.

A tragédia imposta pelos patrões, para preservar e aumentar o lucro de suas empresas, é o cotidiano dos trabalhadores.

Invariavelmente os patrões genocidas sempre emitem uma nota, e elas são muito parecidas, tal como a nota emitida pela JBS, que diz o seguinte: “a JBS informou que lamenta o falecimento do colaborador e que a empresa está prestando toda a assistência necessária aos familiares e colegas neste momento de profunda tristeza. A empresa ainda ressaltou que as causas do acidente estão sendo investigadas pelos órgãos responsáveis, que foram prontamente acionados”. (G1 – 07/09/2020)

Diante de tanta atrocidade que os patrões, não existe outra alternativa que não a greve no setor industrial dos frigoríficos, para impor uma derrota aos golpistas e, desta forma, preservar a vida dos trabalhadores.

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