Regime de escravidão
Com a política escravagista imposta ao conjunto dos trabalhadores em frigoríficos, onde os patrões sequer e reconhecem que há coronavírus em suas fábricas, não existe lei
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Bolsonaro e Tereza Cristina contra o reconhecimento do COVID-19 com acidente do trabalho | Foto: Reprodução

Os patrões, de uma forma geral abominam a ideia de que o coronavírus seja acidentes do trabalho. Na realidade fazem de tudo para esconder qualquer que seja o acidente dentro das instalações de trabalho, bem como no percurso.

Um dos setores onde há mais subnotificação de acidentes de trabalho é o frigorífico. Os trabalhadores são tratados como escravos e, quando os acidentes ocorrem, o que é rotineiro nas fábricas, os patrões não fornecem o Comunicado de Acidentes do Trabalho (CAT).

Em levantamentos relacionados ao acidente e doenças no país, foram constatados que os acidentes e doenças ocupacionais correspondiam a mais de sete vezes o que se registrava no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

No ano em que a crise da saúde do país chegou à situação de calamidade, devido à pandemia do COVID-19 e, as fábricas, tendo o setor de frigorífico com um de seus principais, quanto à contaminação do coronavírus, superando inclusive, os números de casos de toda a cidade, sendo esses trabalhadores um dos polos de propagação.

A extinção das leis trabalhistas no país

Desde o início do golpe, onde Dilma Rousseff, sem nenhuma prova de qualquer irregularidade, foi destituída da Presidência da República através do impeachment, um dos principais articuladores do golpe, Michel Temer e sua corja começaram a rasgar a constituição, bem como todos os direitos trabalhistas, dando um passo grande pela extinção da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Ao dar continuidade no plano dos golpistas, o governo ilegítimo do fascista Bolsonaro vem aprofundando esse ataque ao conjunto da classe trabalhadora e, uma das medidas que vem sendo implementadas e a extinção de todas as Normas Regulamentadoras (NRs) que dizem respeito à saúde e segurança no trabalho, juntamente com seus pupilos, como a latifundiária e também golpista, que está como ministra da agricultura Tereza Cristina. Ela, no caso, quer que os próprios patrões de frigoríficos sejam seus próprios fiscais; quer ainda retirar vários outros direitos dos trabalhadores conquistados em meio a muita luta.

O coronavírus como acidente do trabalho

Esse governo a serviço do grande capital, dos banqueiros e latifundiários, decidiu retirar da lista de doenças do trabalho o COVID-19, de acordo com a Medida Provisória 927. No texto não considerava o coronavírus com “doença ocupacional” a não ser que comprovada pelo nexo causal. uma forma de dizer que os trabalhadores nunca vão conseguir comprovar qualquer ligação do coronavírus com os acidentes, apesar das sequelas e mortes.

O braço direito do governo, o Supremo Tribunal Federal (STF), de forma liminar, excluiu o termo nexo causal, no entanto, com a medida tomada pelos capas pretas do STF não dá direito a seu reconhecimento automático.

Os patrões dos frigoríficos que já não reconheciam quaisquer tipo de doença como acidentes e doenças do trabalho e vão continuar ignorando como estão fazendo agora com os mais de 125 mil trabalhadores vítimas do COVID-19. Para esses escravistas a legislação que reconhecem são somente as impostas aos seus funcionários em todo o país.

Somente os trabalhadores poderão impor uma derrota a esses patrões genocidas, que estão fazendo em seus frigoríficos um verdadeiro campo de contaminados. E isso só se dará através de uma greve que não pode ser isolada, mas de todos os trabalhadores a nível nacional.

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