Covid goleando o futebol
A volta do futebol em meio à pandemia não trouxe nada de positivo para os clubes, que além de perderem jogadores, se afundam em dívidas. 
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Covid chega a atletas da seleção brasileira | Foto: Reprodução

Como era presumível, e o Diário Causa Operária vem notificando desde o retorno dos campeonatos de futebol, as competições vieram acompanhadas de vários surtos de infecção por Covid-19 nos clubes de futebol. Tanto jogadores quanto outros profissionais vêm sendo infectados, alguns mais de uma vez. Chegando agora até mesmo na seleção brasileira de futebol.

O Real Madrid da Espanha informou na manhã deste sábado que Casemiro testou positivo para Covid-19 e o atleta que já estava convocado por Tite, técnico da seleção brasileira, foi liberado pelo clube para cumprir o protocolo de isolamento e dispensado da convocação para os próximos jogos das eliminatórias sul-americanas para a Copa do mundo.

Com tempo de isolamento mínimo de 10 dias para Covid-19, o volante será cortado da Seleção e não enfrenta Venezuela e Uruguai, dias 13 e 17 de novembro, respectivamente. Com isso Tite que já tinha perdido também Fabinho, do Liverpool, por lesão, agora ganha mais este problema.

Se o Covid chegou até mesmo à seleção brasileira, nos clubes das principais divisões do futebol brasileiro já é uma realidade desde a primeira rodada dos campeonatos. Já no final de agosto, já havia sido verificado nas três principais divisões do campeonato brasileiro que tiveram início no dia 7 de agosto, os jogadores dos 60 principais clubes nacionais foram testados, num montante de aproximadamente 2.700 testes entre.  A partir de análises laboratoriais, foi possível detectar que até o final de agosto 16% dos jogadores examinados já foram contaminados pela Covid-19, o que assevera que o atleta profissional de futebol não está imune aos efeitos da pandemia que assola cotidianamente os trabalhadores brasileiros. De agosto pra cá, se levarmos em consideração que naquela ocasião haviam 100 mil mortos e agora em novembro temos 162 mil mortos por Covid 19, ou seja, um aumento de 60% nas mortes e contaminações. Outro levantamento feito a partir dos dados das prefeituras brasileiras, a contaminação já teria atingido trabalhadores em 72% dos municípios do país. No futebol, se bem não tenha morrido nenhum atleta, funcionários e familiares são um outro quadro, neste momento é bem plausível que o aumento da contaminação entre atletas já tenha atingido este nível de 60%.

O exemplo mais recente é o do Botafogo do Rio de Janeiro que terá os desfalques de Diego Cavalieri e Warley que testaram positivo para Covid-19 e não viajarão com o elenco que vai para Salvador neste sábado para enfrentar o jogo contra o Bahia. Com isso o Botafogo que é o 14º, com 20 pontos, estará com a equipe enfraquecida para enfrentar o Bahia que está uma posição abaixo, com um ponto a menos.

Frente a toda a crise que atinge quase todos os clubes em atividade no país em reunião virtual realizada no último dia 16 de outubro, a CBF aprovou o aumento no número de inscrições de jogadores no Campeonato Brasileiro, de 40 para até 50 atletas pôr equipe o que era uma reivindicação dos clubes. Visto que vários clubes entraram em campo com apenas dois atletas no banco de reservas, resultado da contaminação e contusões. A data limite para novas inscrições ficou estabelecida para 6 de novembro, e as substituições na lista podem ser feitas até o dia 20 de novembro. Nas Séries B e C, o aumento não foi aprovado.

Por outro lado, o debate sobre uma possível volta do público aos estádios foi adiado, frente a tamanha contaminação e os dirigentes perceberem que o momento político não possibilitaria tal enfrentamento com o repúdio das torcidas frente a contaminação que será aumentada com a aglomeração nos estádios.

Já a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nas últimas semanas chegou a aventar a possibilidade de diminuir a quantidade de testes nas próximas rodadas da competição, dado que, julgavam a situação sob controle dentro das quatro linhas, mas o que não é extravasado para as páginas de jornais é que a CBF quer interromper os gastos com testes para os atletas.

Se não é possível esconder completamente os fatos, os monopólios da comunicação buscam pelo menos distorcer o significado dos acontecimentos. Fica cada vez mais claro que a retomada dos vários setores econômicos está aumentando as taxas de contágio e consequentemente as mortes. As emissoras de TV vão fundo na demagogia para defender o capital, em episódio ocorrido no último sábado (7)durante exibição do jogo de Futsal Sorocaba x Campo Mourão, um repórter do canal Sportv foi interpelado por mensagem de espectador que citou para que os atletas entrarem de máscara em quadra para ouvirem o hino nacional, se para durante a partida eles jogarão sem máscaras? Para o que a resposta do repórter foi: “É importante apesar de jogar sem máscara ter esse momento para mostrar a população a necessidade de manter a proteção”.

Frente a todo o risco já colocado e concretizado no futebol brasileiro é tarefa das entidades sindicais de atletas de futebol mobilizarem os atletas para defender a vida dos atletas, funcionários e familiares, paralisando o calendário do futebol e se transformando num canal de pressão para mobilizar inclusive a população impulsionando-a contra os desmandos dos governos golpistas que nos levaram a 162 mil óbitos até o momento e caminham por fazer explodir a segunda onda de contaminação no país.

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