Coronavírus
Com um número maior de que cinco mil trabalhadores contaminados, patrões do JBS/Friboi dizem que seus funcionários estão protegidos pelas normas existentes
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tendal de bovinos em frigorífico
Tendal de bovinos em frigoríficos | Foto: Reprodução

Depois da imprensa capitalista, em um artigo falacioso, anunciar, em setembro, que houve uma para nos casos de coronavírus nos frigoríficos, começa a surgir novas informações de casos, onde empresas estão sendo obrigadas a realizar testes em trabalhadores. Este é o caso do Frigorífico do Grupo JBS/Friboi da cidade de Seberi, no estado do Rio Grande do Sul.

O Frigorífico Seara daquela cidade foi obrigada pela justiça a testar todos os seus funcionários, bem como os trabalhadores terceirizados para que seja evitada a disseminação do coronavírus dentro da fábrica.

A determinação é de uma liminar da Justiça do Trabalho no último sábado (19), divulgada na segunda-feira (21).

A decisão atende a um pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT). Na fábrica existem 127 casos positivos, sendo 62 confirmados em primeiro de dezembro, e 51 casos aguardando resultado após testagem parcial da prefeitura da cidade.

Conforme dizeres da reportagem, “o MPT recebeu denúncias de irregularidades quanto às medidas de prevenção à Covid-19. Por exemplo, que empregados sintomáticos continuavam trabalhando e que, em alguns casos, funcionários tiveram determinação de afastamentos por períodos inferiores a 14 dias, entre outras razões”.

“Segundo Relatório Técnico elaborado pelo Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST) Macronorte, os trabalhadores têm buscado o serviço de atendimento do município com três a quatro dias de sintomas, em média, e com o relato de que estavam trabalhando até aquele momento, o que expõe funcionários que se mantêm em atividade a graves riscos de contaminação e aumenta a probabilidade de disseminação rápida da doença”.

Nunca é demais lembrar que, desde o início da pandemia, o grupo JBS/Friboi foi um dos que mais se teve notícias de contaminações e, em todo o país, no mês de julho, através de levantamentos realizados por sindicatos, federações de trabalhadores em frigoríficos, onde os próprios trabalhadores é que informavam aos seus representantes, naquele período foram constatados que mais de 125 mil trabalhadores haviam sido contaminados e, devido a expansão de casos, esse número, hoje pode estar em mais 300 mil operários contaminados, além de inúmeras mortes.

A região sul do país foi a primeira a ser anunciada, onde começava a despontar os casos de contaminação. O Estado do Rio Grande do Sul atingiu mais de 10 mil trabalhadores com Covid-19 e, a cada momento que se anunciava, mais casos eram relatados.

Assim como fizeram a partir de setembro, onde se calaram a ponto de, em um artigo da venal Globo de setembro anunciar que em setembro não houve nenhum registro de casos dentro dos frigoríficos, no Rio Grande do Sul, na cidade de Passo Fundo, tanto os patrões, o governo de Eduardo Leite, do golpista PSDB, só falaram de um caso, no frigorífico da JBS, uma semana após vários operários estarem contaminados, e assim, por todo o país o silêncio foi a tônica, tanto dos patrões, quanto dos governos.

A contaminação nunca houve trégua, no entanto, os patrões, preocupados somente com o lucro, desde o início da pandemia, não fizeram e não fazem nada até hoje, que atenue a tamanha tragédia dentro dos frigoríficos.

Apesar dos trabalhadores do grupo JBS/Friboi serem um dos principais alvos do descaso  de seus empregadores, devido às péssimas condições de trabalho existentes em seus frigoríficos, o Seara Alimentos emitiu nota, a qual estamos divulgando um trecho onde diz: “desde o início da pandemia no Brasil, adota rigorosas medidas em todas as suas instalações. As medidas implementadas atendem as recomendações dos órgãos de saúde internacionais, nacionais e estão em conformidade com a portaria conjunta nº 19, de 18 de junho de 2020 (ministérios da Saúde, Agricultura e Economia). A JBS também contratou a consultoria de médicos infectologistas renomados e instituições de referência, como o Hospital Albert Einstein, que apoiaram na construção do protocolo de proteção para os seus 145 mil colaboradores no Brasil”.

Apesar de toda essa conversa fiada, mais de cinco mil trabalhadores  foram contaminados nas empresas do grupo JBS. Somente com a mobilização dos trabalhadores é que será imposta uma derrota aos patrões e, essa mobilização deverá culminar em uma greve nacional dos trabalhadores em frigoríficos, como forma de garantir a vida.

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