Pandemia no “finzinho”?
Enquanto povo morre cada vez mais pela pandemia, Bolsonaro declara que ela já está no “finzinho”
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180 mil mortos, em dados oficiais... | EBC

O consórcio de veículos de imprensa divulgou o mais novo levantamento da situação da pandemia no Brasil. Baseado nos dados das secretarias estaduais de Saúde, foi anunciado que o país terminou a quinta-feira, prestes a atingir a marca de 180 mil óbitos pelo novo coronavírus.

Alta de 35% em todo país

Em todo país, a escala móvel de mortes não para de aumentar. São 21 estados da federação, mais o Distrito Federal, que apresentaram pelo segundo dia seguido uma tendência simultânea de alta de mortes pela pandemia: RS, SC, PR, ES, MG, RJ, SP, DF, GO, MS, MT, AC, RO, RR, TO, BA, CE, PB, PE, PI, RN e SE. Desde o começo da pandemia, a maior leva de aumento simultâneo havia sido de 18 estados.

Até a atualização, das 13 horas de sexta-feira, o país confirmava a morte de 769 pessoas em 24 horas, chegando ao total de 179.801 mortes. No país, a média cresceu 35% em comparação ao mês de novembro, e tendo como média semanal a morte de 642 pessoas por dia.

Além disso, os dados revelam que ao menos 6.783.543 pessoas já tiveram, ou ainda tem, o novo Coronavírus. Foram 53.425 apenas nas últimas 24 horas, o que representa a média móvel de 42.290 casos na semana.

Assim como o número de mortes, o número de pessoas diagnosticadas com o vírus aumentou paralelamente.

Os estados que mais crescem em número de casos e mortes no país representam a totalidade dos estados do sul, sudeste, centro-oeste e quase todo o nordeste. A única exceção são os estados do Amapá e Maranhão, onde a própria taxa de diagnósticos é mais baixa se comparadas a outros estados.

Até o momento, o estado que mais sofre com este aumento é o Rio Grande do Norte, com um aumento de 181%, seguido de Roraima (110%) e Mato Grosso do Sul (105%).

Para golpistas, mais gente pode morrer

Em contrapartida a este aumento considerável da transmissão e mortes no país, Jair Bolsonaro se posicionou abertamente a favor do fim do isolamento social e da reabertura completa da pandemia. O isolamento, que praticamente não existe, teria como fim  à volta a “normalidade”, enquanto a pandemia cresce a todo vapor.

O próprio aumento no número de casos é justamente por conta desta política genocida dos golpistas. É na conta da burguesia brasileira que deve ser colocada toda a responsabilidade por esta catástrofe.

Um dado dessa situação é a política que o próprio MEC impulsiona pela reabertura das escolas. Em meio a estas duas últimas semanas, onde se constatou um crescimento de 35% nos óbitos, o governo Bolsonaro decidiu por anunciar a volta às aulas em todo ensino superior, demonstrando não ter interesse algum na defesa do povo brasileiro.

O genocídio fica ainda mais claro com a política em torno da vacina. Seja o bloco de Dória, ou de Bolsonaro, a vacina tornou-se em primeiro lugar uma grande propaganda da burguesia em uma política que visa render lucros gigantescos aos grandes capitalistas, e sequer está programado dispor a vacina de fato a toda população.

Com as mortes em alta, Bolsonaro declarou que “estamos vivendo um finalzinho de pandemia” enquanto participava da inauguração do eixo principal da nova Ponte do Gauíba, em Porto Alegre.

Bolsonaro, ainda declarou que “O nosso governo, levando-se em conta outros países do mundo, foi aquele que melhor se saiu, ou um dos que melhores se saíram na pandemia(!)”, e ainda colocou que “devemos levar tranquilidade à população e não o caos”. Nada poderia ser mais cínico.

Os dados oficiais comprovam que o país é um dos cinco mais atingidos em todo mundo pela pandemia. E que além do problema do vírus, a economia encontra-se em um estado terminal, com mais de 13,5 milhões de desempregados oficiais.

O governo golpista não chega nem perto de dar uma resposta à altura da pandemia, e decide que o melhor a se fazer é largar o povo à morte. Nesse sentido, a única política que a burguesia se propõe a fazer nos momentos de desespero é a repressão em conjunto com a política de “restrições”, assim como já visto em outros momentos da pandemia, e que não resultaram em mais nada.

Em resposta a esta situação a esquerda brasileira não pode mais manter-se em estado de expectativa por novas eleições. Se depender dos golpistas, não haverá Brasil até lá.

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