Política desumana
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, tem colocado em prática uma política de ataque e desamparo à população de rua da capital paulista
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Morador de rua em São Paulo | Foto: Divinomar Severino

286 moradores de rua foram diagnosticados com Covid-19, dos quais 28 morreram, isso apenas na cidade de São Paulo. É o que revela um levantamento da Secretaria Municipal de Saúde com dados de abril a julho desse ano. O levantamento revela ainda que 767 moradores de rua foram classificados com a suspeita da doença.

Tal descalabro na situação dos moradores de rua da cidade mais rica do país não é mera obra do acaso. Equipes da prefeitura de São Paulo, em ações preconizadas pelo prefeito Bruno Covas (PSDB), têm desalojado centenas de famílias em meio à pandemia do novo coronavírus. Somente no bairro da Luz foram 390 despejos, como reportado por este Diário. Além disso, logo no início da pandemia abrigos para essa população vulnerável foram fechados pela administração municipal.

Além da política que vai na contramão das necessidades da população de rua, há o fato grave do aumento dessa população por conta da gravíssima crise econômica que o país atravessa. De acordo com dados do Censo de moradores de rua da capital paulista, essa população passou de 15.905 pessoas em 2015 para 24.344 em 2019 – um aumento de 53% no período.

As políticas apresentadas para essa população pela prefeitura ou são inexistentes, ou são completamente ineficientes, ou são de franco ataque à população. Ao mesmo tempo em que fechava abrigos no município, Covas anunciou o aluguel de quartos de hotel para abrigar moradores de rua durante a pandemia. Até agora, foram alugadas 150 vagas, o que corresponde a 0,6% do total dessa população, e isso a um custo de R$ 1,08 milhão de reais para os cofres públicos.

O estado tem a prerrogativa de confiscar o que seja necessário para enfrentar uma crise pública, como é a pandemia de Covid-19, sejam fábricas para a produção de máscaras e álcool gel, leitos hospitalares ou quartos de hotel. Mas ao invés disso, a prefeitura gasta uma montanha de dinheiro em uma política inócua e executa um ataque às pessoas mais vulneráveis, insistindo em desalojar famílias em meio à pandemia.

A situação que toma lugar em São Paulo se repete em todo o país. Muitas pessoas estão completamente à deriva, sem condições de renda e moradia, passando fome e sujeitas à infecção pelo vírus nas ruas das grandes cidades brasileiras. O caso paulistano chama a atenção por se tratar da cidade mais rica do país, o que significa que não se trata da falta de recursos, mas sim de uma política deliberada de atacar a população de rua.

Como se pode ver, não há absolutamente nada de “científico” e “louvável” na figura de Bruno Covas. O que vemos é mais um tucano demagogo, que leva adiante a política da burguesia de abrir a economia e deixar o povo morrer nas ruas. No caso da população em situação de rua, a política do prefeito adquire requintes de crueldade. Por isso, é necessário que a população se mobilize contra esses governos para exigir políticas de real enfrentamento da pandemia, como abrigos para os sem-teto, testagem em massa, condições de alimentação, renda e emprego, entre outra coisas. Somente a luta política pode reverter a situação a favor das classes exploradas.

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