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Prefeito da cidade de São Paulo pretende arriscar a vida dos estudantes
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Prefeito Bruno Covas (PSDB) | Reprodução

O prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), acabara de afirmar que os estudantes municipais poderiam voltar às aulas na capital paulista. O argumento usado pela – desastrosa – gestão do prefeito é o de que grande parte dos estudantes já possuiriam os anticorpos necessários para a retomada do contato.

Entretanto, a quantidade estimada de estudantes que possuiriam os sobreditos anticorpos é de aproximadamente 123 mil, o que representa efetivamente 18,3% dos alunos da rede municipal de ensino. Desse modo, apesar da alegação da gestão Covas, o índice de prevalência não é suficiente para preservar a vida de todos os estudantes, principalmente os mais afetados pelo contexto pandêmico, que são os indivíduos que o governo municipal classifica como provenientes das classes sociais “d” e “e”.

Nesse sentido, o desgoverno paulista omite a realidade, que é notória, principalmente ao apontar que inevitavelmente os filhos e filhas dos operários da cidade de São Paulo vão morrer se seguirem a ação covarde do prefeito Bruno Covas. Aparentemente o prefeito paulista esqueceu que pôde tratar de seu câncer com todos os privilégios que a elite paulistana possui, o que obviamente passa longe da realidade do trabalhador da cidade, que, acima de tudo, está acostumado com despejos e truculência policial.

Portanto, é imprescindível que os trabalhadores se organizem contra essa tentativa clara da burguesia. A realidade que quer ser imposta pela gestão Covas é apenas real na sua intenção de matar os filhos e filhas de quem faz a cidade de São Paulo existir, que são os trabalhadores. Acerca da imposição – disfarçada de liberalidade, ou seja, insistem que os alunos que não poderem participar, não serão prejudicados – da gestão, Bruno Covas ressaltou que:

“Se por um lado há a confirmação dessa tendência do coronavírus, que jogou luz sobre a desigualdade na cidade de São Paulo, há também uma certa confirmação de tendência que é a manutenção do índice de prevalência em 11%. O que reforça que a prefeitura começou a promover flexibilização aqui na cidade, as pessoas estão mantendo a preocupação, o controle e o respeito às normas sanitárias e a gente tem conseguido reabrir sem um segundo pico da doença na cidade de São Paulo”

Ou seja, mais uma vez, destacou que não existe risco para os estudantes, o que se sabe que não é verdade. Por fim, questiona-se ao trabalhador, a classe operária merece ver seus filhos e filhas serem acometidos por uma pandemia enquanto a elite paulistana está trancafiada em seus privilégios?

Para impedir essa atrocidade de Covas é necessário mobilizar os estudantes, professores, funcionários e pais, contra a volta às aulas. Volta ás aulas só após o fim da pandemia e com vacina!

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