Mais covas, menos leitos
Ao invés de investir no sistema público de saúde e na manutenção da renda dos trabalhadores, a prefeitura de SP abre centenas de covas para enterrar as vítimas do Covid-19.
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Foto: Reprodução Rede Globo |

Bruno Covas, um dos novos heróis da esquerda pequeno burguesa, mostra que está trabalhando durante a pandemia. Seu árduo esforço se resume a fechar serviços de atendimento social, criar as ineficientes “pias comunitárias”, não prover a quantidade de leitos suficientes e implementar um “isolamento social” de fachada.

A prefeitura da maior cidade do país mostra, agora, que está em completo “controle” da situação. Portanto, já ordenou a abertura de centenas, ou até milhares, de covas para enterrar a população vítima do Covid-19.

De maneira cínica, a prefeitura chama a ação de “plano de contingenciamento”. Entretanto, isso não passa de desculpa esfarrapada para encobrir a imcompetência e a falta de vontade do “gestor” em combater a pandemia na cidade mais rica do país.

O grande parceiro do também novo paladino da esquerda, João Dória Jr., se limita a fazer coletivas de imprensa com seu linguajar rebuscado, montanhas de gráficos e estatísticas que não refletem a realidade e mandar as pessoas ficarem em casa.

A preocupação do coveiro prefeito de São Paulo não é, nem nunca foi, a saúde da população, mas a sua imagem. Então, seu único objetivo durante essa crise é que os corpos não se acumulem nas ruas, como ocorrido no Equador. Ele sabe que as eleições municipais estão chegando e quer evitar toda e qualquer repercussão negativa em período tão próximo ao pleito.

Como todo capitalista, Bruno Covas sabe que é muito mais “barato” cavar sepulturas do que dar atendimento à população. Por isso, seguirá no seu plano de “gastar para enterrar” ao invés de “gastar para curar”.

As gestões da direita nunca terão como objetivo principal o bem estar da população, mas atender o interesse dos seus patrões burgueses. A história brasileira mostra que a burguesia sempre negará os serviços essenciais à população. Quando a população se revolta, a burguesia usa os instrumentos repressivos do Estado sem pudor algum e da maneira mais bárbara.

Mesmo sabendo disso, a esquerda pequeno burguesa se finge de boba e, escondida, debaixo de suas camas, celebra figuras como Covas, Dória, ACM Neto, Caiado, Witzel, Leite, Ibaneis, Zema e demais fascistas como se fossem verdadeiros líderes no combate à pandemia.

A política de frente ampla “pela democracia” não passa da atitude criminosa de confundir as massas. Ela despolitiza o processo e restaura a direita em frangalhos em cima do que sobrou da imagem da esquerda eleitoreira.

Enquanto a “esquerda paz-e-amor” quer união com os fascistas, estes, utilizando de todo aparato jurídico-político, tentam acabar com o PT e demais organizações de esquerda, passam medidas de confisco do salário dos trabalhadores e dos direitos trabalhistas conquistados com muita luta e negam assistência médica e serviços à população.

É hora de dar um basta nisso! A classe trabalhadora do campo e da cidade deve se organizar para pressionar os governos burgueses. Cabe à esquerda liderar o povo. Caso contrário, a direita terá passe livre pra escravizar, ainda mais, a população.

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