Genocídio em SP
O prefeito tucano desmonta o atendimento à população vítima da COVID-19. A operação é ocultar a realidade para justificar uma reabertura total
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Visão interior do Hospital de Campanha do Anhembi | Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou que a maior parte do Hospital de Campanha do Anhembi será desativada neste sábado (1º). O hospital foi criado para atender as vítimas do COVID-19. A área prestes a ser desativada tem, ao todo, 871 leitos, das quais somente 310 vão permanecer em operação. A prefeitura justifica que a desativação vai servir para economizar R$ 19 milhões por mês.

Inicialmente, o Hospital tinha capacidade para 1.800 leitos. Nem sequer chegou a ter a metade do que foi previamente planejado. A ala que será desativada é a maior da unidade.

O prefeito tucano busca desmontar as estruturas de atendimento à população, mesmo que a pandemia continue vitimando milhares de pessoas por dia. Covas já mudou a metodologia de compilação e divulgação dos dados, de forma a ocultar a média diária de mortes e dificultar a interpretação dos dados pela população. A ideia é promover uma operação de ocultamento da realidade, com vistas a justificar uma reabertura da economia.

São mais de 220 mil casos confirmados e quase 10 mil óbitos registrados na capital paulista. Somente a cidade de São Paulo concentra pouco menos da metade dos óbitos entre os 645 municípios do estado.

A política dos governos do PSDB, tanto a nível municipal como estadual, em nada difere da política levada adiante pelo governo de Jair Bolsonaro. Os tucanos, que tentaram se passar como “científicos” e “razoáveis”, administram o desenvolvimento do morticínio. Nenhuma medida efetiva foi tomada para organizar a população para o enfrentamento da doença.

A reabertura da economia é o objetivo dos governos tucanos, que atendem aos interesses da burguesia, preocupada com a manutenção de seus negócios e lucros. Para Covas, a máxima de Bolsonaro é que deve se concretizar: “morra quem tiver que morrer.”

Está em marcha um genocídio no país, administrado para que a população padeça e não se rebele contra o sistema. Covas e Dória, políticos burgueses a serviço do capital financeiro, são tão criminosos e genocidas quanto Jair Bolsonaro.

É preciso mobilizar as organizações dos trabalhadores contra o genocídio, que não tem data para acabar. Mobilizações com a palavra de ordem Fora Covas são a forma de colocar em xeque o governo neoliberal da cidade de São Paulo, que considera que o investimento em saúde pública é um gasto excessivo com a população. Para os golpistas, o correto é manter a austeridade fiscal e o equilíbrio das contas públicas, mesmo que isso signifique deixar o povo passar fome e morrer de COVID-19.

 

 

 

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