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Cerca de 30 mil professores encerraram, nessa sexta (dia 8), a greve mais longa do País em mais de um século.

Os educadores foram os últimos a pôr fim na greve, que foi também aderida por servidores públicos em geral, como petroleiros.

Iniciada em 10 de setembro, a paralisação tinha como bandeira a luta contra o projeto de “Reforma das Finanças Públicas”, promovido pelo governo costarriquenho, que teve sua aprovação no Congresso na última segunda (3). O projeto de “reforma fiscal” é um plano de austeridade feito pela direita do País para fazer os trabalhadores pagarem pela crise capitalista, aumentando as cargas tributárias na base da população e cortando o financiamento de serviços públicos, como educação e saúde.

Em nota, a Associação de Professores Secundários (APSE), afimou que deve-se levantar a “luta contra essa lei nefasta e contra os novos projetos que estão se formando contra o povo trabalhador e os setores mais vulneráveis ​​da sociedade costa-riquenha”.

A “reforma fiscal” é o primeiro passo de um plano de austeridade da direita costarriquenha: o governo acredita que serão necessárias, ainda, reformas mais profundas nas leis que regem os trabalhadores do setor público, segundo o portal El País. Diante disso, os sindicatos prometeram um 2019 de conflitos igual a este final de ano.

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