Governo desrespeita a mulher
Mulheres e mães de família representam 95% das titularidades dos benefícios do Bolsa Família no Brasil, e são as mais prejudicadas com os cortes no programa.
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BIE - Banco de imagens externas - Está pronto para ser votado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) projeto de lei que visa a incentivar a contratação de beneficiários do Bolsa Família por empresas. De autoria do senador licenciado Alvaro Dias (PSDB-PR), a matéria tem parecer favorável, com uma emenda, do relator, senador Ciro Nogueira (PP-PI). O Projeto de Lei do Senado (PLS) 433/2008 permite que a pessoa jurídica que contratar beneficiário do Programa Bolsa Família possa deduzir valor equivalente ao benefício do Bolsa Família da contribuição patronal devida à Seguridade Social. A proposição também prevê que, necessariamente, o empregado tenha o benefício suspenso durante todo o período em que durar seu vínculo com a empresa. 

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Bolsa Família. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado |

Mulheres e mães de família representam 95% das titularidades dos benefícios do Bolsa Família no Brasil, inclusive o próprio governo orienta que a titularidade seja de uma mulher, e são consequentemente as mulheres as mais prejudicadas com os cortes no programa feitos pelo governo.

As mulheres brasileiras têm enfrentado mais problemas com as políticas do governo Bolsonaro, principalmente as mais pobres, agora que foram restringidos a inclusão de novos beneficiários no programa Bolsa Família pela alegação de falta de orçamento, e também restrições em cadastros já realizados, ao mesmo tempo em que a população que se encontra em situação de extrema pobreza cresce. Num cenário de crise como esse, as mulheres são as primeiras e as que mais sentem os efeitos desse tipo de política. No Brasil, em 2018, 45% dos lares brasileiros eram chefiados por mulheres.

Os problemas que as mulheres enfrentam com políticas liberais como as do governo Bolsonaro são duros e diversos, seja na falta de emprego, na falta de assistência do Estado e também na restrição de benefícios para aquelas que já o conseguiram anteriormente. Além disso, a criação dos filhos fica ainda mais complicada, já que não existe o respaldo do governo para dar condições necessárias para que a mulher consiga fazer isso sozinha, no caso das famílias monoparentais, que também representam um número maior em famílias mais pobres, justamente as famílias que necessitam do benefício.

Essa restrição do governo para com o Bolsa Família só demonstra como a mulher trabalhadora é desrespeitada por Bolsonaro e sua equipe econômica, não há uma preocupação em garantir sua sobrevivência e dar-lhe condições necessárias para viver dignamente dentro da sociedade, com ou sem filhos, é mais um problema que a mulher precisa resolver além dos que ela já encontra na estrutura da sociedade capitalista, pois é tratada com desigualdade em relação a salários, oportunidades de emprego, escolaridade, e acesso á outros serviços básicos.

As mulheres precisam resistir e lutar por seus direitos nas ruas, para que as mesmas possam viver com dignidade e tenham condições necessárias para isso, enfrentando o governo Bolsonaro e toda essa estrutura liberal que assola os brasileiros pobres. É preciso uma união das mulheres trabalhadoras, assim como já foi visto no último 8 de março, em que a palavra de ordem foi o Fora Bolsonaro. A luta da mulher brasileira pela sobrevivência é uma luta diária, e a luta pelo Fora Bolsonaro também deve ser. Só assim, com a derrubada do governo golpista, a mulher terá a oportunidade de recuperar seus direitos que o liberalismo lhe tomou nos últimos anos com os governos direitistas.

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