Dinheiro só para os Bancos
Enquanto forra o bolso dos capitalistas, Paulo Guedes determina corte histórico na Educação e compromete o funcionamento das universidades e institutos federais para 2021
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Atividades da UFRJ estão ameaçadas. | Foto: Artur Moês (Coordcom/UFRJ)

Desde o Golpe de Estado de 2016 o orçamento das universidades e institutos públicos federais tem sofrido cortes ano após ano.  A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), uma das principais instituições de ensino superior do Brasil e da América Latina, já está com suas pesquisas ameaçadas para 2021.

O Ministério da Educação (MEC) sugeriu um corte de R$ 71 milhões na UFRJ para o ano que vem. De 2016 até 2020 a instituição teve retirados mais de R$ 87 milhões do seu orçamento. O corte proposto pelo MEC seria o maior da série histórica pós-golpe.

A rapinagem será de 18,2% em relação ao orçamento aprovado para 2020. O valor recebido pela UFRJ este ano foi de R$ 374 milhões. Para 2021, a universidade receberia R$ 303 milhões. Em 2016, por exemplo, o orçamento era de R$ 461 milhões.

“Houve um salto, entre 2010 e 2011, com os primeiros efeitos do programa Reuni [Reestruturação e Expansão das Universidades Federais], a gente muda de patamar. A gente vinha de um orçamento de R$ 180 milhões e pula para um orçamento de R$ 300 milhões […] Esse orçamento [2021], nos faz voltar 10 anos, faz a gente voltar ao orçamento de 2011”, disse o pró-reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças da UFRJ, Eduardo Raupp ao portal do G1 da Globo, emissora abertamente golpista.

“O orçamento que está sendo cortado é chamado de discricionário, um orçamento que a universidade usa para se manter, para fazer o seu custeio e investimento. É um orçamento para pagar as suas despesas de energia elétrica, de água, limpeza, vigilância e também os seus programas de bolsa, pesquisa e iniciação científica, extensão, assistência estudantil”, complementou Raupp.

Ao todo, a pasta quer tirar da Educação mais de R$ 4,2 bilhões para 2021. Para as universidades e institutos federais de ensino, a previsão de corte é de R$ 1 bilhão, segundo consta na proposta do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA).

A determinação do assalto vem de Paulo Guedes que comanda o Ministério da Economia como um agiota a serviço dos bancos e do grande capital. A destruição da dos serviços será aprovado mais uma vez sem maiores dramas pelo Congresso Nacional, cúmplice de todos os outros crimes cometidos pelos golpistas.

O mesmo Congresso Nacional aprovou a Emenda Constitucional 95 que congelou os gastos sociais por 20 anos no Brasil. A proposta de orçamento para 2021, portanto segue a cartilha de tirar de quem precisa para dar aos credores da Dívida Pública:  banqueiros e demais capitalistas.

“Esse corte afeta diretamente as pesquisas que estão em andamento. O quadro de professores é fundamental para tocar qualquer tipo de pesquisa, mas nenhuma pesquisa funciona se você não tiver a presença de bolsistas envolvidos, se você não tem um corpo de alunos envolvidos. Sem recursos para manter esses bolsistas, as pesquisas param. Não só as pesquisas relacionadas à Covid-19, mas tantas outras pesquisas relacionadas à UFRJ” complementou o pró-reitor na entrevista dada aos Marinho, responsáveis em grande medida pela atual situação do país.

A UFRJ toca pesquisas importantes sobre o Covid-19 (SARS-COV-2) e todas as suas conquistas científicas estão comprometidas. A universidade recentemente foi fundamental em avanços sobre o Zikavírus, dengue e agora o coronavírus.

As bolsas são em sua grande parte a única fonte de renda dos estudantes e de suas famílias, os valores são baixos e não tem reajuste há muito tempo. Cortes como estes comprometerão não apenas as pesquisas em andamento, mas a própria capacidade de sobrevier de milhares de alunos.

Raupp ainda lamenta, dizendo que “[…] A situação é realmente muito grave e coloca em risco o futuro do Brasil como uma nação autônoma, que tenha no conhecimento uma alternativa para o desenvolvimento”.

Finalmente, como já dito neste Diário, somente a mobilização popular tem o poder de parar os ataques à Educação pública no país. Sem mobilização o Estado seguirá sendo utilizado para favorecer a burguesia custe o que custar. A Aliança da Juventude Revolucionária – AJR do PCO conclama o o Diretório Central dos Estudantes da UFRJ – DCE Mário Prata à chamar atos com o propósito de barrar o avanço das políticas neoliberais, com a palavra de ordem Fora Bolsonaro e Todos os Golpistas. Por universidades que sejam dos próprios universitários, professores e funcionários.

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