Cortes de Bolsonaro aos programas sociais afetam diretamente as mulheres

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Desde o golpe de Estado de 2016, a política neoliberal de corte nos investimentos sociais, adotada tanto por Temer, quanto por Bolsonaro, tem levado o país a uma situação de miséria cada vez maior. O corte nos direitos, nos programas sociais, afetam de maneira muito mais acentuada as mulheres. Dados divulgados no final do último ano, por exemplo, pela Síntese de Indicadores Sociais (SIS), do IBGE, demonstram um crescimento da população pobre  e em situação de extrema pobreza no país.

Entre 2016 e 2017, a proporção de pessoas pobres no Brasil subiu de 25,7% para 26,5%: um aumento de 2 milhões de pessoas. Enquanto que o número de pessoas extremamente pobres subiu de 6,6% para 7,4%, entre 2016 e 2017, atingindo a casa 15,2 milhões de pessoas.

O fim das políticas sociais levou também ao aumento da mortalidade infantil. desde 1990, a mortalidade infantil subiu no País, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Em 2016 foram 14 mortes de recém nascidos a cada 100 mil habitantes., um aumento de 4,8% em relação a 201.

Outro fator que se agrava com a política golpista é a insegurança alimentar. No Rio de Janeiro, por exemplo um a cada seis domicílios vive uma situação de insegurança alimentar, ou seja, seus moradores não têm acesso ao alimento na quantidade necessária.

Esta situação de crise, somada ao corte em programas como o Bolsa Família, têm atingido de maneira cada vez mais dura a condição de vida das mulheres. Devido a sua situação social, a mulher está muito mais vinculada ao cuidado da casa. Em uma situação de pobreza cada vez maior, é a mulher que acaba ficando encarregada de suprir as necessidades domésticas.

A necessidade de garantir o sustento da família, aprofunda a opressão social vivida pela mulher, que cada vez mais tem menos tempo livre para se dedicar a outras atividades, tendo que trabalhar muitas vezes em mais de um emprego e ainda sendo obrigada a cuidar da casa.

A política de desmantelamento da educação pública também irá atingir diretamente as mulheres. O corte nos investimentos, a proposta de privatização do ensino irá excluir milhares de jovens dos bancos escolares, os quais terão quer ficar sob cuidado das famílias, ou seja das mulheres.

Nesse sentido, a luta contra o conjunto a política golpista, bem como contra o golpe de estado, é uma luta em defesa das condições de vida das mulheres. É preciso mobilizar as mulheres e os demais setores oprimidos da sociedade em torno da palavra de ordem de Fora Bolsonaro e todos os golpistas!