5.152 trabalhadores atingidos
Acordo fechado com os sindicatos irá reduzir os salários e jornada de trabalho até o fim de 2021. Medida também será implementada pela Latam e Azul
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
florian-van-duyn-xVh-XtRFENw-unsplash (1)
Crise reduz o número de viagens | Foto de Florian van Duyn em Unsplash

Foi fechado no dia 04 de junho, um acordo entre a companhia aérea Gol e o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA). Este acordo prevê a redução salarial e jornada de trabalho em até 50%. Além da redução salarial, o acordo também prevê a licença não remunerada e o famigerado PDV. A medida terá validade a partir do dia primeiro de julho e se estenderá pelos próximos 18 meses. Serão mais de 5 mil funcionários afetados pelo acordo, dentre eles: 926 comandantes, 964 copilotos e 3.262 comissários de bordo.

A adesão ao acordo não será totalmente voluntária. Alguns trabalhadores serão compulsoriamente levados a redução da jornada e do salário, sem qualquer tipo de contrapartida séria. A medida, diferente do que prega a empresa e o próprio sindicato, é um brutal ataque aos trabalhadores diante da crise econômica. Segundo o sindicato, a contrapartida da medida é a manutenção dos empregos. Todavia, a medida servirá para rebaixar ainda mais as condições de vida dos trabalhadores. Acreditar que haverá a manutenção dos empregos é mais uma arapuca armada pela burguesia.

Essa medida não é uma novidade. A crise econômica global, aprofundada pela crise pandêmica, afetou profundamente vários setores da economia. O setor de transportes, um dos mais afetados pela crise, aproveita-se das medidas fascistas tomadas pelo governo ilegítimo de Jair Bolsonaro para despejar a crise sob os trabalhadores. Este deveria ser mais um alerta aos sindicatos sobre qual a posição da burguesia em relação a crise. Nada de acordo nacional, ou de compartilhar as dores. Em momentos de derrocada do capitalismo, o ônus é todo do trabalhador. Conforme divulgado aqui no Diário Causa Operária, o setor hoteleiro também em negociação com o sindicato, tomou uma medida semelhante.

A mobilização da classe operária neste sentido é urgente. Já ficou bastante claro para qualquer observador que não seja míope, sobre quem recairá o custo da crise. Os capitalistas não abrirão mão dos seus lucros.

Este tipo de medida será levada a todos os setores da economia, caso não haja nenhuma reação a altura por parte dos trabalhadores e seus representantes. Outras companhias aéreas como a Azul e Latam já informaram que estão negociando acordo semelhantes. Acreditar que os acordos firmados serão respeitados, só demonstram o quão perdidos estão os setores institucionais dos trabalhadores.

Vários acordos foram firmados e deliberadamente rasgados pelos patrões quando o momento se mostrou propício. A única forma de combater estes ataques é mobilizar os trabalhadores para não aceitar nenhuma redução no salário. É preciso lutar por um programa que defenda a redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais sem redução do salário. Esta opção é a mais óbvia, mas nunca é coloca na mesa de negociação.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas