Por mais genocídio
Direita pressiona pela volta às aulas das universidades federais em plena pandemia mas, não deixa de cortar milhões do orçamento.

Por: Redação do Diário Causa Operária

Após a divulgação do projeto de lei orçamentária para o ano de 2021, a Universidade Federal do Rio de Janeiro pode sofrer um corte de 64 milhões em seu orçamento em plena pandemia. Apesar da falta de estrutura para evitar o contágio durante a pandemia, uma constante em quase todos os lugares, o governo federal com o apoio da direita golpista quer retirar ainda mais recursos da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

De acordo com os dados públicos, caso seja aprovado, o orçamento atual para a UFRJ será quase um terço menor do que o orçamento em 2016, o último ano do governo petista da ex-presidenta Dilma. É preciso ressaltar que, durante a crise econômica causada pelos golpistas, as demandas e necessidades da Universidade Pública só aumentaram, principalmente durante a pandemia. Sem investimentos em infraestrutura, organização, mais funcionários, treinamentos, não há como avançar em termos de educação de qualidade.

Ao mesmo tempo, a burguesia e seus representantes políticos mais ferrenhos fazem a campanha em todos os lugares pela volta às aulas presenciais. Não importa se a maioria absoluta, mais de 90% das escolas, não tem condições estruturais para evitar o contágio, se é que existem estas condições, pois, o plano da direita é aumentar o contágio da juventude nas escolas. Os planos de volta às aulas, tão falados pela imprensa golpista, na maioria dos lugares se resumem a uma pequena reforma dos banheiros, o que claramente não é suficiente para conter a pandemia.

Portanto, neste sentido, o corte de orçamentos é mais um incentivo para a política genocida de sacrificar a vida dos jovens e da população em geral para remunerar os capitalistas. Também é possível observar que o corte de verbas representa um desmonte da educação e em um ritmo ainda mais acelerado do que no começo de 2017, primeiro ano após o golpe de Estado. Em 2017, a queda relativa ao ano anterior foi de aproximadamente 8,7%. Neste ano, o corte pode ser de mais de 17%.

Segundo o Insper, a interrupção das aulas durante o período de pandemia pode representar uma queda de 5,3% a 23% do PIB brasileiro. Esta é a preocupação dos mais beneficiados com o capitalismo. É preciso denunciar a demagogia com a volta às aulas e expor que o objetivo da direita e da burguesia com a volta às aulas é de salvar os capitalistas com o dinheiro e a vida da juventude e aproveitando também a oportunidade de desmontar a educação pública. Para a juventude, só é possível avançar com uma ampla mobilização nas ruas contra a volta ás aulas presenciais, contra a direita bolsonarista e os golpistas.

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