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Entre os dias 31 de Maio e 2 de Junho, mais de 300 pessoas compareceram à Brasília/DF para a realização do 13° Congresso da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos (FENTECT), o CONTECT. O congresso contou com a participação de diversas lideranças sindicais e delegados para apontar os novos rumos da categoria de trabalhadores dos correios.

O congresso aconteceu em um momento crucial da crise política do país, em que Temer saiu extremamente enfraquecido pela greve dos caminhoneiros e a paralisação dos petroleiros, que ameaçaram tanto a vida do regime golpista que tiveram de acionar os militares para reprimir os piquetes dos caminhoneiros e o Tribunal Superior do Trabalho (TST) para proibir o direito de Greve no país, dando multas milionárias aos grevistas, o que infelizmente fez recuar a greve.

A situação não é grave apenas no sentido geral, para os trabalhadores dos correios as consequências do golpe não são muito melhores. A categoria está ameaçada pelos ataques dos golpistas, à quem foi dado pelas direções sindicais a faca para cortar o queijo. Os trabalhadores da Operação de Triagem e Transbordo (OTT), por exemplo, estão sendo ameaçados de terem seus cargos extintos; mas não só isso, outros milhares de trabalhadores estão ameaçados de perderam seus empregos, além de terem perdido seu principal benefício, o plano de saúde, que ficou na mão do TST (o mesmo que proibiu a greve dos petroleiros) com o último “acordo” feito pelo Bando dos Quatro (PT, PCdoB, PSTU e a LPS).

Entretanto, essa conjuntura não pareceu preocupar o Bando dos 4, que fizeram de tudo para passar por cima da análise de conjuntura, para não rachar entre eles, já que existem setores dentro do Bando que são abertamente golpistas, como o PSTU. A denúncia foi feita pelo companheiro Edson Dorta, trabalhador dos correios e da Direção Nacional do PCO. Segundo Dorta, o congresso está servindo para algumas pessoas brincarem de sindicalismo, onde não são discutidos os fatores fundamentais da política nacional, como fica claro neste vídeo:

De fato, a maioria das pessoas trataram de discutir problemas parciais de cunho econômico da categoria, como ficou claro com a aprovação dos números da campanha salarial para negocião coletiva e de um falso calendário de lutas, que além de ser extramente fraco, apenas reivindica coisas parciais e de interesse apenas dos trabalhadores dos correios. No primeiro, aprovaram um aumento abaixo da inflação e sem aumento real, que foi elogiado pelo bando dos 4 pela algumas migalhas que ele contém (como alguns tickets e vales). A proposta do PCO foi índice inflacionário + 20% de reajuste real.

Já no “calendário de lutas” não tem nada falando da prisão do Lula e do golpe de estado, limitando-se a uma agenda extremamente fraca e burocrática que de luta não tem nada:

Calendário de Lutas

06/06 – Sistematização da pauta
7, 8 e 9 de junho – Assembleias para aprovação da Pauta pelos sindicatos
11/06 – Entrega da Pauta à ECT e instalação do Comando de Negociação
12/06 – Início das negociações
03/07 – Assembleia para deliberar o estado de greve e o indicativo da greve geral na ECT
16/07 – Término das negociações
18/07 – Assembleia de deflagração de greve
*Paralisação a partir das 22 horas do dia 18/07
*Demais assembleias intermediárias serão ajustadas pelo Comando de Negociação.

Disso, pode-se tirar algumas conclusões. Além de terem usado o Congresso parar “brincar de sindicalismo”, para usar as palavras de Edson Dorta, e discutir coisas fora da realidade concreta, o Bando dos 4 ainda fez de tudo para que não fosse colocado efetivamente a luta contra o golpe e pela Liberdade do principal líder da esquerda latino-americana, Luiz Inácio Lula da Silva. Os únicos que bateram nessa tecla foram os setores ligados ao PCO, como comprova a denúncia de Edson Dorta, que denunciou setores que apoiam a prisão de Lula:

A reeleição da atual diretoria, que aprovou junto com os outros 3 do Bando o acordo que retirou o plano de saúde dos trabalhadores, revela a confusão política que foi o congresso. É preciso ter claro que o regime golpista está na sua principal crise desde quando derrubaram ilegalmente a presidente eleita Dilma Rousseff. É preciso denunciar toda política que tente virar a página do golpe, e colocar dentro dos sindicatos a construção de uma Greve Geral para derrubar os golpistas, libertar Lula, barrar o golpe militar e devolver o poder àqueles que tem legitimidade popular para governar.

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