Sintect/SP entrega a greve
Mais uma vez os pelegos do Sintect/SP de São Paulo dá de bandeja ao governo e a direção dos Correios, todos os direitos dos ecetistas. É preciso passar por cima da direção
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Frota de caminhões dos Correios | Foto: Reprodução

A direção do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios e Telégrafos de São Paulo, da CTB, do PCdoB e da federação fantasma “Findect” resolveu, na última segunda-feira (21) entregar uma das maiores e mais importantes greves dos trabalhadores.

Em uma assembleia farsa, feita de forma remota, online, onde, segundo os pelegos, de 1409 trabalhadores votaram, e, destes, 699 trabalhadores pela volta ao trabalho e 671 não queriam voltar e 38 se abstiveram.

Nenhuma assembleia ocorreu presencialmente e os trabalhadores que, em geral participavam, apesar das manobras, onde os da casa, que eram agraciados com as senhas, ou seja, com os vales de cerveja e churrascos, tinham passagem livres, o restante da categoria era impedido de participar das assembleias, ontem ocorreu a mesma coisa, só que, desta vez se utilizam da manobra de que não se pode realizar assembleias presenciais, devido à pandemia do coronavírus e, desta forma disfarçar mais facilmente a entrega dos direitos dos trabalhadores, enquanto, durante todo esse tempo, mantiveram o sindicato fechado.

Os trabalhadores estão totalmente abandonados, esse fato fica cada vez mais evidente quando esses operários dos Correios dizem que há vários anos não vêem um único diretor do sindicato na porta do setor. No ato realizado no dia oito de setembro, juntamente com vários trabalhadores do estado de São Paulo, bem como representantes da corrente nacional Ecetistas em Luta, no principal conglomerado de trabalhadores da capital, no Centro de Triagem Principal (CTP) Jaguaré, não havia uma vivalma da direção, apesar de abandonada, existe um sede bem de frente desse complexo dos correios.

Assembleia fictícia

Os números, por si só denotam a derrota dos pelegos que agem em defesa da política da empresa e do governo, onde os trabalhadores entraram em greve e que, no caso de São Paulo, encerrou sem que, de fato os trabalhadores concordassem, na segunda-feira (21), a qual começou no dia 17 de agosto, ou seja, 36 dias.

Depoimento dos trabalhadores em greve de São Paulo

O Sintect/SP, que desde o início não queria a greve, foram feitas várias manobras para que ela não ocorresse, no entanto, a pressão dos ecetistas foi tão grande que não houve como evitar. No entanto, os pelegos da direção do Sintect/SP, como o presidente, Diviza, o “Nego Peixe”, Linguinha, etc., se empenharam para quebrar o movimento, porém, devido a enorme adesão, não conseguiram, no primeiro momento vender a categoria para a direção da Empresa Brasileira de Correios e telégrafos que, juntamente com o governo golpista do fascista Bolsonaro, deixando fazer com que fosse retirada conquistas históricas do trabalhadores.

As informações são de que, até às 7h00 da manhã de ontem (22) trabalhadores vinham recebendo senhas por mensagem para a participação da dita assembleia de modo remoto. Os trabalhadores disseram, ainda, que iam votar e na hora da votação dava erro, a categoria deveria ter recebido a senha logo de manha do dia da votação, mas como foi relatado só um dia depois da farsa da assembleia ter ocorrido é que receberam suas senha, uma manobra espúria de pelegos que não dão a mínima pelas condições de vida e salário dos trabalhadores, por isso é que os país não podem mais participar nos planos de saúde, os trabalhadores têm que deixar seus salários nas consultas que realizam, quando da ida ao médico.

Essa política da direção do Sintect/SP não é nova

Em uma greve, a qual os trabalhadores, revoltados com a política de capacho dos patrões da direção do sindicato, que queriam a qualquer custo entregar de bandeja o acordo coletivo da categoria para a direção, naquela época, isso ocorreu em 2011, os pelegos, Diviza, “Peixe”, Silvana, Linguinha, entre outros, quase foram linchados pelos trabalhadores devido à traição que queriam cometer contra a categoria.

Depois de uma situação em que as negociações foram parar no Tribunal Superior do Trabalho (TST), o governo e a direção da empresa colocava como culpados os trabalhadores, membros da Corrente Ecetistas em Luta, corrente ligada ao Partido da Causa Operária.

Esses vendidos da direção do Sintect/SP, na calada da noite de 11 de outubro, sem nenhum aviso, boletins ou qualquer coisa que o valha, aos trabalhadores, soltaram um comunicado, bem tarde da noite e por pouco tempo, de que ocorreria uma assembleia em pleno feriado de 12 de outubro, para mostrar a atitude de bandidos, a assembleia farsa foi em lugar totalmente diferente de onde ocorriam normalmente, um local de difícil acesso.

Apesar de parecer diferente a forma de atuação, na verdade o exemplo do que se viu na última segunda-feira (21) se encaixa perfeitamente, ou seja, os trabalhadores não ficaram sabendo e, mais uma, vez foram entregue os direitos conquistados dos trabalhadores. Desta vez “houve um problema técnico” e o sistema “travou”

É preciso que os trabalhadores passem por cima dessa quadrilha de pelegos que se apossaram do sindicato, retomar a mobilização para que o governo, bem como a direção golpista atualmente na direção dos Correios, não entregue tudo aos capitalistas.

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