“Corpos empilhados como lixo”, jornal internacional denuncia intervenção militar no Rio

Matéria do jornal The Guardian, denuncia massacre cometido por militares ainda em novembro do ano passado. O caso é o da chacina dos militares que resultou na morte de, pelo menos, sete jovens.

Um dos jovens assassinados era filho de Joelma Milanes, de 38 anos, que, por acidente, acabou encontrando seu filho junto com os outros seis mortos, em uma pilha de corpos, na favela do Salgueiro, no Rio de Janeiro.

“As pessoas que deveriam nos proteger estão nos matando”, disse Joelma. “Eles fazem o que querem. Não haverá justiça”, completou. E isso quando a intervenção militar ainda não estava oficializada.

Talvez esse foi um dos casos que dessem ensejo às declarações malucas dos militares, dizendo que querem carta branca para matar e que se um civil for morto em operação militar ninguém pode ser investigado, ou, como disse o general Villas Bôas, “garantia para agir sem o risco de surgir uma nova Comissão da Verdade”.

O fato é que já estão matando muito mais do que já foi visto no Rio de Janeiro. Os números de 2018, se comparados aos de 2017 no mesmo período, já são maiores em quase 60%, culminando em, oficialmente, 154 mortos.

É necessário que os trabalhadores e  a população do Rio de Janeiro se mobilizem contra a intervenção militar no Rio de Janeiro que tem como único objetivo reprimir a população pobre dos morros cariocas e coibir qualquer manifestação política.