Corpos ao mar: a PM e sua rotina macabra

A escravidão, durante sua existência, tinha uma série de métodos para conter e reprimir os negros revoltosos. Mesmo durante o tráfico negreiro pelo oceano, os escravistas tinham como recurso contra os revoltosos simplesmente jogá-los ao mar.

Todas as formas de repressão usadas durante o regime escravista foram herdadas pela Polícia Militar brasileira. As torturas, espancamentos e métodos de execução foram adotados pela PM e depois foi desenvolvida no Brasil com a ditadura militar.

Ou seja, é uma organização especializada e desenvolvida para perseguir e matar o povo negro, trabalhador e pobre. Foi o que aconteceu no Rio de Janeiro nestes últimos dias.

Foram encontrados sete corpos no mar, ao pé da pedra da Urca, no Rio de Janeiro. A imprensa apresentou o problema como resultado do tráfico de drogas, do intenso conflito entre policiais e traficantes, mas isso não é fato.

Não tardou para familiares denunciarem que tudo não passou de pura e simples execução, conforme relato: “O que acontece foi a polícia pegar nossa alegria, e matar, e jogar por aí como se fosse nada. Eles pegaram os meninos, renderam os meninos, mataram com um tiro na cabeça e jogaram lá de cima da pedra. Isso é uma coisa lamentável e abominável. A polícia do Rio fez uma chacina com nosso familiares”, disse um dos familiares.

A intervenção militar também tem esse aspecto, o de devolver o país aos anos de escravidão e ditadura. O Rio de Janeiro está sob as botas dos militares, sejam PMs sejam soldados das forças armadas.

O problema é que pelas vias institucionais, pelas vias oficiais, eles não vão parar, por isso, também, deram o golpe de Estado. É preciso organizar um amplo movimento de resistência contra os ataques do regime contra o povo negro e pobre carioca e de todo o Brasil, chamar à criação de comitês de luta contra o golpe, comitês de autodefesa do povo.