Explorados são mais atingidos
Contágios reproduzem exploração produzida pela luta de classes, colocando como os principais atingidos os setores mais precarizados
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Coronavírus reflete doença mais profunda de toda a nação | Foto: Arquivo/Causa Operária
Washington, 6 jul (Prensa Latina) As pessoas negras e latinas têm três vezes mais probabilidade de se infectar com o coronavírus SARS-Cov-2 nos Estados Unidos que os brancos, confirmam hoje dados divulgados pelo jornal The New York Times.

Esta situação inclui todo o país, pois se repete em centenas de condados de áreas urbanas, suburbanas e rurais, e em todos os grupos de idade, afirmou o meio de comunicação, que obteve dados federais sobre o tema depois de solicitá-los aos Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Os números divulgados pelo jornal, que reúnem as características de 640 mil casos em quase mil condados, também apontam que os afro-estadunidenses e latinos têm quase o dobro de probabilidade de morrer pelo vírus que pessoas brancas.

Essas diferenças persistem através das fronteiras estatais e regionais, são observadas em povoados rurais das Grandes Planícies, em condados suburbanos como de Fairfax, Virginia, e em muitas das maiores cidades do país.

O racismo sistêmico não só se evidência no sistema de justiça penal, declarou a respeito Quinton Lucas, prefeito de Kansas City, Missouri, um estado onde 40% dos infectados são negros ou latinos, ainda que esses grupos representam só 16% da população.

Lucas argumentou que a pandemia está cobrando vidas não só nos Estados Unidos urbano, mas nas áreas rurais, e acrescentou que as pessoas merecem a mesma oportunidade de viver: receber atenção médica, realização de testes, ter um acompanhamento.

Segundo o Times, a análise realizada em um total de 249 condados com ao menos cinco mil residentes negros, encontrou que em 235 a taxa de infecção para esse grupo foi mais alta que para as pessoas brancas.

Assim mesmo, dos 206 condados com ao menos cinco mil latinos, 178 mostraram taxas de infecção mais altas para essa parte da população que para os moradores brancos.

Entre as circunstâncias que podem provocar esta situação, especialistas destacam que afro-estadunidenses e latinos são mais propensos a se expor ao vírus porque muitos têm empregos de primeira linha que lhes impedem de trabalhar em casa; usam mais o transporte público; ou vivem em apartamentos pequenos ou lares multigeracionais.

Dados de 2018 mostram que, em todo o país, 43% dos trabalhadores negros e latinos estão empregados em postos de serviço ou produção que em sua maior parte não podem ser desempenhados de maneira remota, enquanto só um em cada quatro empregados brancos têm essas ocupações.

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