A farsa da unidade nacional
Na sociedade capitalista, negros, latinos e pobres são a principal vítima da pandemia.
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Paramedics wearing personal protective equipment respond to a call for respiratory problems amid the coronavirus disease (COVID-19) outbreak in Boston, Massachusetts, U.S., April 7, 2020.   REUTERS/Brian Snyder
Paciente negro com coronavírus. Foto: Brian Snyder/Reuters |

Os tempos de crise não eliminam a demagogia das direções pequeno-burguesas da esquerda nacional. Muito pelo contrário: arrastados pela imprensa capitalista, esses mesmos setores acabam por esconder toda a sua profunda ignorância, sua falta de princípios e sua indisposição por detrás de frases de efeito vazias, moralistas e, acima de tudo, falsas. No caso do coronavírus, a tese de que o parasita seria democrático, atingindo pobres e ricos, negros e brancos, direitistas e esquerdistas, tem sido amplamente difundida para sustentar uma impossível unidade nacional.

O coronavírus, no entanto, não é democrático como alega a propaganda da esquerda pequeno-burguesa. Ou melhor, o vírus, como agente biológico, não prefere, ao que se sabe infectar, as pessoas a depender de sua cor ou condição social. No entanto, na sociedade capitalista, em que as mais profundas contradições entre os homens são acentuadas ao máximo para que a farra da burguesia não tenha fim, ricos e pobres e negros e brancos se encontram, sem dúvida, em patamares diferentes para enfrentar o vírus.

Isso, obviamente, não é novidade alguma. A burguesia, na medida em que controla todos os aspectos fundamentais da vida social — sobretudo a produção — é a única que tem acesso aos avanços da indústria farmacêutica, aos melhores especialistas e, por fim, às condições sanitárias dignas para um ser humano. Achar que um burguês, enclausurado em seu castelo e assistido por seu médico particular, estaria tão vulnerável quanto um trabalhador, que não tem água encanada e pega um ônibus lotado diariamente para conseguir seu salário, seria inadmissível.

Segundo relatório recente elaborado por especialistas da Universidade de São Paulo (USP), a baixa escolaridade e desigualdades sociais são determinantes para elevação da taxa de transmissão e severidade do novo coronavírus. A maior parte das pessoas com doenças crônicas também se encontram dentro desses parâmetros. Já em Nova Iorque, uma das cidades mais afetadas em todo o mundo pela pandemia, ao menos 34% dos 3.602 mortos pela doença são latinos, em sua maioria negros.

Esses dados mostram, portanto, que, os mais afetados pela pandemia serão aqueles que já são diuturnamente esmagados pelos capitalistas. Por isso, é preciso mobilizar a classe operária em todo o mundo para forçar a burguesia a arcar com todo o ônus da pandemia e da crise capitalista.

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