Economia
Previsão aponta falências e demissões em massa no país
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Foto: Reprodução |

O surto do novo coronavírus, que rapidamente propagou-se pelo mundo gerando um estado de pandemia, provocará uma queda de até 7,7% do PIB brasileiro, segundo economistas. A estimativa é baseada em uma previsão de alastramento do vírus em uma média acima da europeia.

O quadro, apesar de pessimista, é bastante provável se considerada a precariedade do Brasil em relação a países como Itália e Espanha, que lideram o número de mortes. “Neste caso há uma perda permanente de produto e menor PIB potencial devido à destruição de capital físico e menor emprego de capital humano”, afirma a equipe de análise macroeconômica liderada por José Márcio Camargo. Ou seja, podem ocorrer falências e demissões em massa. Ainda em um cenário mais favorável, a previsão seria de uma queda base entre 1,1% e 3,2%, o que continuaria representando um grande impacto para o país.

Seguramente, a fragilidade da economia capitalista mundial e brasileira foi evidenciada de forma clara nestas novas circunstâncias. O funcionamento da sociedade, falsamente atribuído aos grandes capitalistas, revela-se desempenhado pelo trabalhador, que, sujeitando-se a transportes públicos lotados e ambientes de trabalho insalubres, é obrigado a sustentar a economia para o mantimento de sua própria família.

Fosse a inexistência da classe trabalhadora, privada de uma quarentena e de um controle de saúde pública eficiente, não haveria possibilidade de isolamento para nenhuma parcela da sociedade; não haveria entrega de alimentos; não haveria funcionamento de hospitais; a queda do PIB seria ainda mais acentuada. A classe trabalhadora carrega nas costas a economia do País.

Neste cenário, Bolsonaro e sua equipe continuam ignorando as consequências funestas da situação. Em um claro descaso com a saúde do povo, não anunciou qualquer medida de combate concreto ao alastramento do vírus, como incremento de verbas destinadas à saúde pública, proibição de demissões, realização de testes em massa em toda a população, redução da jornada de trabalho, proibição da superlotação de transportes públicos, etc.

É baseado nisto que se deve intervir na situação mediante um programa político próprio dos trabalhadores. Confiar no governo golpista e nas políticas da burguesia não é uma opção: é necessária a urgente derrubada de Bolsonaro, a formação de conselhos populares de fiscalização do serviço de saúde e a reivindicação do poder pela classe trabalhadora, que também deve ter direito ao isolamento seguro e à realização de testes para que ocorra a prevenção e o tratamento efetivo contra a doença.

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