Crise histórica
O Brasil vive um recorde da taxa de desemprego, cerca de 93 milhoes de pessoas estao sem emprego, sem renda; sem auxílio, a miséria será sem precedentes
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Marcos Santos/USP Imagens Carteira de trabalho
Um documento que está caindo em desuso | Foto: Reprodução

O Brasil vive a pior taxa de desemprego de toda sua História. Mais da metade de toda força de trabalho está, nesse momento no País, desempregada. Isto é, uma massa de trabalhadores, que somam quase a metade da população, está, nesse momento, sem salário. Sem renda ou com uma renda oscilante, sempre tendendo para baixo. Segundo o IBGE, o número de trabalhadores “inativos”, nomenclatura usada para disfarçar o índice de desemprego, que seria aquele trabalhador que não procura mais emprego, somado com o número 53% da força de trabalho brasileira. É uma massa de pessoas que se somam 93 milhões de brasileiros. Um recorde histórico, fruto da política de terra arrasada, a chamada neoliberal, imposta aos trabalhadores pelo golpe de Estado de 2016 dado pelo imperialismo e referendado por toda direita golpista. Política essa que foi intensificada com a pandemia de coronavírus que assola o mundo e o Brasil, que está em 2° lugar na sua taxa de mortos e infectados pelo novo vírus. 

Destruição precedente: do golpe de Estado até seu “filho”, o governo Bolsonaro 

É evidente que toda essa destruição econômica, que está levando essa massa de 93 milhões de trabalhadores ao desemprego, não é um raio em céu azul e mesmo que Bolsonaro tenha uma grande dose de responsabilidade, ele não chega a ser nem de longe o único responsável, tanto pela situação do desemprego quanto pela situação catastrófica da pandemia, que intensifica o sofrimento de toda população pobre. Bolsonaro é o “filho”, muito feio, diga-se de passagem, de um acontecimento de enorme envergadura. Sem dúvidas, o maior acontecimento histórico do último período, que sem ele é impossível entender toda desgraça que recai nos ombros dos trabalhadores. Esse acontecimento se chama golpe de Estado e foi dado em 2016, com a queda arbitrária do governo legítimo de Dilma Rousseff. O governo do PT, pisoteado pela direita com uma ajuda de vários setores da esquerda, foi substituído pela figura grotesca de Michel Temer, do MDB.  

O governo provisório de Michel Temer foi o inaugurador de um novo regime político, onde a esquerda estaria cada vez mais em uma virtual ilegalidade e a agenda econômica seria um pesadelo para os trabalhadores. Com uma agenda chamada “Ponte para o futuro”, impôs a destruição da CLT, rasgando os direitos trabalhistas de todo povo brasileiro, legalizando a escravidão dos patrões para com os trabalhadores, aprovou rapidamente o “Teto dos gastos” que basicamente limitou verbas para a educação e – mesmo durante a pandemia – a saúde. Antes de morrer politicamente, Temer deixou a herança para Bolsonaro coordenar o roubo das aposentadorias, que eles chamaram de “Reforma da Previdencia”; coisa que, graças a falta de oposição da esquerda nas ruas, com muita negociata no Congresso, foi aprovada. E de onde vem toda essa destruição? Esse programa de fome, morte e miséria é sustentado por quem?  

Um programa estrangeiro imposto a força: o neoliberal 

Esse programa de terra arrasada tem dono, e são os donos do golpe de Estado, do governo fantoche de Bolsonaro: o imperialismo mundial. Esse consorcio que coordena a fome mundial e o desemprego da classe operária mundial, além de guerras, bombardeios e golpes de Estado, tem um programa própria. A além de imporem aos seus próprios países, Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Japão, etc. Eles imponham também aos países atrasados. E não foi diferente com o Brasil do golpe.  

Na receita desse massacre econômico, que gera um monstruoso índice de desemprego, é a desregulamentação, seja do mercado, dos preços, da produção. A liberdade quase total para mercado financeiro, dando liberdade para o saque dos grandes bancos internacionais. Privatizações de grandes estatais, principalmente da base econômica do país, como tecnologia, siderúrgica, mineração, etc., o desmantelamento de toda rede de assistência social do Estado e a liquidação dos direitos trabalhistas. Essa “receita” é a “ponte para futuro” de Temer, integra e transparente, e o “futuro” é o governo Bolsonaro, e o governo Bolsonaro é 200 mil mortos na pandemia e 93 milhões de desempregados. Tudo isso organizando e financiado pelo imperialismo.  

A pandemia: uma “grande oportunidade” para os capitalistas 

Diferente dos trabalhadores, os grandes capitalistas, banqueiros, em suma, a grande burguesia, viu na pandemia uma grande oportunidade para aumentar seus lucros, que já eram obscenos. Mesmo que eles digam que a economia vai mal, para eles, a economia vai muito bem, é para a massa trabalhadora que sofre do desemprego que vai mal. Com o recrudescimento do regime neoliberal durante a pandemia, em todo mundo 60% dos bilionários aumentaram suas fortunas. A pandemia, que segundo a imprensa burguesa, “paralisou tudo”, na verdade, aumentou a exploração. Esses capitalistas que aumentaram suas contas privadas têm em comum isso: a retirada de direitos trabalhistas, o engolimento de empresas nacionais inteiras, a redução salarial, as dívidas bancárias, o trabalho escravo.  

Desemprego, fome, miséria: o fim do auxílio 

Com toda essa situação de miséria, o governo Bolsonaro, com seu Ministério da Economia que segue, de maneira criminosa o neoliberalismo, retirou o auxílio-emergencial dos trabalhadores desempregados. Auxílio esse que já era para comprar apenas pão e água, e depois passou a ser apenas para a água, deixando de ser míseros 600 reais, para 300 reais. Somente em julho, o Auxílio Emergencial, concedido muito a contragosto por Bolsonaro, foi a única renda para cerca de 4,4 milhões de famílias brasileiras. Isto é, se multiplicarmos isso por quatro, levando em conta que em média cada família tem quatro pessoas, nós vamos ter uma massa de pessoas de 18 milhões de pessoas sem nenhuma renda, das que conseguiram receber o auxílio, sem contar as que ficaram na fila e por razoes burocráticas nunca viram esse dinheiro. É uma massa de miséria talvez jamais vista na história brasileira. 

Às ruas! Mobilizar pela redução da jornada e aumento do salário! 

É imprescindível, nesse cenário, que se mobilize os trabalhadores desempregados com uma reinvindicação clara: reduzir a jornada e aumentar o salário. Diferente do que desejam e imponham os capitalistas para os trabalhadores, que é a fome e a miséria, é preciso lutar nas ruas pelo aumento do salário mínimo, por um salário mínimo realmente vital, que cubra todos os gastos mensais de uma família no País, e pela redução da jornada ao mesmo tempo que se aumente os salários, para gerar novos turnos de trabalho e, consequentemente, mais renda para mais pessoas. É fundamental que essa luta seja feita nas ruas e com violência, para que a burguesia escute essa língua que é a única língua que os capitalistas endentem: a mobilização revolucionária do povo pelas suas próprios reivindicações 

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