A segunda onda
Nesta terça-feira, dia 26 de maio, foi reportado a detecção de 79 novos casos da doença, o que representou o maior crescimento diário em 53 dias.
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Seul, capital da Coreia do Sul | Foto: Reprodução.

No dia 6 de maio, o governo da Coreia do Sul promoveu um relaxamento em suas medidas de distanciamento social devido à baixa incidência de novos casos de coronavírus no país. Todavia, nesta terça-feira, dia 26 de maio, foi reportado a detecção de 79 novos casos da doença, o que representou o maior crescimento diário em 53 dias. Por esse motivo, as autoridades locais divulgaram que irão voltar com regras rígidas de isolamento, que durarão até dia 14 de junho.

Segundo o governo local, a capital, Seul, tornou-se novo epicentro da doença no país. A grande maioria dos novos casos puderam ser traçados para bares e baladas no distrito mais movimentado da cidade. Em meio ao aparecimento do que pode ser visto como uma segunda onda de infecção no país, o ministro da saúde Park Neung-hoo disse:

As próximas duas semanas serão cruciais para prevenir a propagação da infecção na região metropolitana, teremos que retornar ao distanciamento social se falharmos.

No começo da pandemia, quando a maioria dos casos de coronavírus estavam limitados à Ásia, a Coreia do Sul serviu de exemplo ao resto do mundo. Sua política de testagem generalizada se mostrou extremamente eficiente para conter o avanço da doença. Em poucas semanas, a situação no país já estava controlada e o aparecimento de novos casos diminuía a cada dia.

O erro do país foi seguir a política de reabertura do resto do mundo. Na Alemanha, no começo desse mês, por exemplo, foi promovida a reabertura econômica na grande maioria de seu território, mesmo com o número de infectados crescendo diariamente. Essa medida se mostrou extremamente imprudente uma vez que, em poucas semanas, o número de mortes ocasionadas pela doença aumentou consideravelmente. A sorte da Coreia do Sul foi ter controlado a patologia de forma mais austera, o que diminuiu de maneira notável os impactos da reabertura no país.

Todavia, ao invés de manter suas medidas de distanciamento social, a Coreia do Sul resolve reabrir. Deve ficar bem claro que esse tipo de medida não é ocasionado por um panorama positivo no que se diz respeito à doença no país. É uma ação direcionada para conter as perdas dos grandes capitalistas. Afinal de contas, é verdadeiramente mais prudente manter o isolamento social até que não se tenha mais nenhum caso novo da doença. Entretanto, isso se mostraria mortal para a burguesia, preocupada somente com seus déficits financeiros.

É exatamente esse tipo de medida que mostra o real caráter da burguesia frente a uma crise de saúde histórica. Ao redor de todo mundo, promove a morte de milhares de trabalhadores diariamente, escolhendo o lucro à vida dessas pessoas. Devemos nos colocar duramente contra esse projeto genocida. Afinal, a classe operária não pode ser vista como mera engrenagem em meio ao grande aparato capitalista. Portanto, é dever das centrais sindicais e dos partidos de esquerda mobilizarem esses trabalhadores em todo o mundo para que não sejam mais utilizados como buchas de canhão. Finalmente, somente os trabalhadores defenderão seus verdadeiros interesses. A burguesia já se colocou inúmeras vezes – principalmente na atual crise – contra o bem estar da população. Daí que vem a necessidade de um governo operário. É a única saída de fato humana para o atual momento.

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