Combate à COVID-19
Pesquisa recente da OMS mostra o grande preparo do sistema de saúde universal e totalmente estatal da Coreia do Norte, se comparado com o de países desenvolvidos do imperialismo
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Kim Jong-un at military hospital North Korean leader Kim Jong-un (C) tours a hospital specializing in the treatment of soldiers. Kim's wife Ri Sol-ju is at third from right. North Korea's official Korean Central News Agency reported it on May 19, 2014, without revealing the timing of the visit or the location of the venue. (KCNA-Yonhap)/2014-05-20 11:14:06/ 
 (Newscom TagID: yonphotos074487.jpg) [Photo via Newscom]
Kim Jong Un em hospital militar | Foto: YONHAP NEWS/YNA/NEWSCOM

Recentemente, um levantamento feito pela Organização Mundial de Saúde apresenta mais uma prova da eficiência do sistema de saúde norte-coreano, particularmente nesse período de pandemia do coronavírus. A pesquisa fala a respeito do número de leitos de hospitais por 10 mil habitantes nos países do mundo. A Coreia do Norte atingiu a marca de 143. O número supera seu vizinho aliado do imperialismo, Coreia do Sul, que possui 124,3, os EUA, que possui 28,7, e supera de longe o Brasil, que possui 20,87. Os dados são muito significativos e podem ser um indicativo do porquê o país foi tão bem sucedido em sua luta contra a pandemia.

A pandemia de coronavírus gerou crises nos sistemas de saúde de uma boa parte dos países do mundo. Países imperialistas desenvolvidos como Itália, Espanha, Inglaterra e, especialmente, Estados Unidos, têm demonstrado não possuírem a capacidade de enfrentar a crise sanitária. O país mais rico do mundo, gigante imperialista da América do Norte, apresenta números desastrosos da doença, com quase 20 milhões de infectados e cerca de 340 mil mortos, tendo os piores resultados de enfrentamento à pandemia do globo.

A situação não é muito melhor na Inglaterra, com 2,3 milhões de infectados e quase 72 mil mortos pela doença, levando-se em conta que o país é consideravelmente que sua ex-colônia americana. Outros países, como Itália, Espanha e França, apresentam resultados igualmente desastrosos, mostrando a total inaptidão do capitalismo para lidar com situações como essa. Isso sem falar no Brasil, que, mesmo com muita subnotificação e falsificação dos números divulgados para o povo, possui 7,5 milhões de casos e quase 200 mil mortes pelo vírus, um verdadeiro disastre.

No entanto, alguns países que são constantemente deixados de lado dos noticiários, mostraram que é possível enfrentar o coronavírus, contanto que se procure tomar as medidas corretas e que haja vontade política e interesse em defender a vida de sua população. Entre eles, estão Venezuela, Cuba ou a Coreia do Norte. Sendo este último uma das maiores vítimas de calúnias tanto da parte da direita como da parte da esquerda pequeno-burguesa. Recentemente, o próprio Marcelo Freixo, suposta liderança progressista aqui no Brasil, comparou pejorativamente Bolsonaro com o líder do governo norte-coreano, Kim Jong Un, por nenhum dos dois terem aceitado Biden como o presidente legítimo dos EUA.

Segundo os dados divulgados pela própria Organização Mundial de Saúde e pela imprensa capitalista, a Coreia do Norte apresentou o incrível resultado de zero caso de coronavírus. Apesar de alguns boatos infundados de que os números seriam falsos e de que haveria casos não divulgados dentro do país, nenhum órgão de imprensa está sendo capaz de desmentir a informação divulgada pelo governo norte-coreano.

Em grande parte, pode-se atribuir o sucesso do estado operário asiático ao seu grande isolamento com relação aos outros países do mundo, que foi intensificado desde o começo da pandemia. No entanto, é preciso deixar claro também que a reação do governo à crise foi certeira, tendo realizado diversos testes em sua população e reforçando o sistema de saúde do país. Além disso, todos os casos suspeitos foram tratados com extrema cautela, tendo sido rapidamente isolados do resto da população e liberados apenas após a constatação de sua não infecção pelo vírus.

A República Popular Democrática da Coreia possui um sistema de saúde que deveria servir de referência para todos os países do mundo. Todo estatizado, ele oferece atendimento universal para sua população. Um grande desenvolvimento dessa área se deu a partir da década de 1950. Entre 1955 e 1986, foram construídos 2.116 hospitais no país, além de 4.624 clínicas. Em 2010, o próprio diretor-geral da OMS classificou o sistema de saúde norte-coreano como “a inveja do mundo em desenvolvimento”, citando particularmente a grande oferta de médicos, enfermeiros e profissionais da área.

Tudo isso mostra que, apesar das constantes campanhas caluniosas, das sanções militares e comerciais, dos ataques incessantes do imperialismo, o país asiático é capaz de prover ao seu povo o direito fundamental à saúde, coisa que a maior parte dos países capitalistas – ricos ou pobres – se mostra incapaz de realizar. Isso tudo devido à Revolução ocorrida no país em 1945, que criou o estado operário em 1948 e expropriou a burguesia, colocando os trabalhadores no poder.

Por isso, é sempre bom lembrar que, quando se classifica a Coreia do Norte como uma terrível “ditadura” e países como Estados Unidos como grandes campeões da democracia e dos direitos humanos, convém lembrar a diferença de tratamento que cada país tem com relação à sua população. O mesmo vale para as outras nações que expropriaram a burguesia de suas países, como Cuba, que também tem demonstrado grande capacidade no enfrentamento contra a Covid-19, mesmo sendo um país infinitamente mais pobre do que alguns de seus vizinhos latino-americanos, como o Brasil, e sofrendo diversas sanções criminosas do imperialismo.

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