Coreia do Norte denuncia que manobra militar imperialista poderá comprometer diálogo entre Coreias

United States Korea Military Exercises
Pyongyang, 6 dez (Prensa Latina) – As manobras militares conjuntas com forças estrangeiras que realizam alguns países no nordeste da Ásia central, podem comprometer o diálogo entre ambas Coreias, alertaram meios de imprensa da República Popular Democrática da Coreia (RPDC).
A ruptura nas conversas poderia acontecer caso fosse detectada alguma ameaça física à península coreana e então se retornará ao passado, comentou a Agência Central de Notícias da Coreia (ACNC).

De acordo com a publicação, a comunidade internacional espera com ansiedade que a paz seja perenne entre a Coreia do Norte e do Sul, países localizados em uma zona geográfica sensível que concentra as potências regionais da Ásia central.

ACNC recomendou que para estabelecer o sistema de paz duradoura nesta região tecnicamente em armistício, devem ser detidas todas as ações militares.

Os jogos de guerra levarão à instabilidade mundial e podem até se estender ao início da terceira guerra mundial, argumentou o meio de imprensa oficial.

Lembrou que no histórico encontro e nas conversas da Cúpula RPDC-EUA, realizados em Singapura, Washington se comprometeu perante Pyongyang a suspender os exercícios militares conjuntos EUA-Coreia do Sul, para acentuar o sistema de paz duradoura na Península Coreana.

Também na Declaração Conjunta de Pyongyang de Setembro, assinada pelos líderes coreanos Kim Jon Un e Moon Jae In, foi escrito o compromisso de estender o fim de relações militares hostis.

Agora todo mundo observa com muita atenção a situação atual da península coreana e a perspectiva de seu desenvolvimento. O melhor para a paz, junto às conversas de boa fé entre as partes, é o fim de manobras militares, enfatizou a ACNC.

A publicação surge em meio a especulações provenientes de Seul sobre outro possível cara a cara, talvez dia 18 a 20 próximos, entre o presidente do Comitê de Estado da Coreia Democrática, Kim Jon Un, e o mandatário da Coreia do Sul, Moon Jae In.