Coreia do Norte assina tratado para se desfazer de armas nucleares; decisão fragiliza o país diante do imperialismo

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Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte, encontrou nesta semana com o presidente sul-coreano Moon Jae-in, na primeira reunião entre líderes dos países em mais de dez anos.

O evento histórico acontece pouco antes do encontro marcado entre Kim e o presidente norte-americano, Donald Trump.

O assunto principal das duas reuniões muito provavelmente será o programa nuclear norte-coreano, que teve em 2017 seu pleno desenvolvimento, o que consequentemente levou a ataques histéricos do governo imperialista norte-americano contra o governo de Kim. Uma semana atrás, Pyongyang anunciou que iria congelar seu programa nuclear, além de fechar um de seus principais campos de testes.

O encontro chamou a atenção de toda a imprensa internacional, já que Kim se tornou o primeiro líder norte-coreano a pisar em solo sul-coreano desde 1953. Ainda é cedo para tirar conclusões sobre a iniciativa, mas o fato é que o congelamento do programa nuclear norte-coreano e o abandono dos testes balísticos coloca a parte norte da península em uma posição ainda mais fragilizada frente ao imperialismo.

Antes da reunião, Kim Jong-un assinou o livro de visitas da “casa da paz”, que fica na fronteira entre as duas Coreias, e escreveu que “uma nova história começa agora. Uma era de paz, em um novo ponto de partida da história”. Só resta saber se os norte-americanos compartilham do mesmo desejo.