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Rio de Janeiro
Coquetel genocida de Crivella: transporte lotado e nenhum leito de UTI
Não precisa ser Nostradamus para saber o que vem pela frente: desespero, morte, e o extermínio da população pobre, negra e trabalhadora
saúde
Rio de Janeiro
Coquetel genocida de Crivella: transporte lotado e nenhum leito de UTI
Não precisa ser Nostradamus para saber o que vem pela frente: desespero, morte, e o extermínio da população pobre, negra e trabalhadora
Destruição da saúde pública no Rio, e a falta de leito antes mesmo da emergência da crise.
saúde
Destruição da saúde pública no Rio, e a falta de leito antes mesmo da emergência da crise.

As medidas dos governos buscam em vão acomodar a crise provocada pela epidemia do coronavírus.

Tanto o sucateamento da saúde com falta de leitos, profissionais da área, remédios e insumos  para o atendimento da população, quanto o caótico transporte público, ante a pouca oferta de condução para o trabalhador, seja ônibus, metrô, trem ou barca, já demonstravam a falta de estrutura mais elementar para lidar com a rotineira jornada do trabalhador, quiçá com as urgências do momento.

Os governos estadual e municipal do Rio de Janeiro baixaram a determinação que limita em 50% do uso da capacidade dos ônibus, barcas e metrô. A medida foi tomada para evitar a contaminação pelo coronavírus feita pelos usuários.  Mas nem isso foi capaz de conter os trabalhadores, que, se diante da necessidade de buscar seu ganha pão já lotavam as composições, agora nem se fala. É o que se viu na manhã de  ontem (dia 18) quando os transportes públicos do Rio continuam circulando com superlotação e muitas pessoas em pé.

Também foram parados os ônibus intermunicipais, mesmo para aqueles que já havia pago sua passagem. Para estes foi prometido o reembolso como compensação pelo transtorno.

Melhor sorte não terá a população com o atendimento dos postos de saúdes e hospitais se não houver um investimento de grande monta, o que não passa pelos planos dos governos direitistas diante da situação. Na rede  hospitalar estadual do RJ, o que já era ruim, continua assim, com a tendência de piorar, pois a clientela que passou a procurá-lo mais do que dobrou. E, sem leitos disponíveis para tratamento de Covid-19, a perspectiva não é das melhores.

A prefeitura do Rio diz que tem nove pacientes com suspeitas de coronavírus na rede municipal, o que não tem cara de informação fidedigna uma vez que há rápida disseminação do vírus. E, como a secretaria estadual promete apenas 140 leitos para pacientes da doença, e ainda somente na próxima semana, o que teremos pela frente não e nada bom.

Desses pacientes com suspeita de coronavírus internados na rede municipal, sete no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, e dois no Centro de Emergência Regional do Leblon. Apontado como unidade de referência no município para casos de internação para o coronavírus, o Hospital Ronaldo Gazolla, em Acari, na Zona Norte do Rio, já tem 30 leitos isolados disponíveis para uso de pacientes graves contaminados pelo coronavírus.

Já temos uma semana passada após a Organização Mundial de Saúde declarar pandemia de Covid-19, e a rede estadual de saúde está longe de dispor para a população dos necessários leitos equipados com os respiradores para dar contas do tratamento de pacientes com coronavírus.

O descaso e má vontade campeia no meio desses administradores públicos fascistas, homofóbicos, covardes, serviçais dos grandes capitalistas, que estão preocupados apenas em defender os interesses dos tubarões capitalistas, diante da crise.

O resultado disso poderá ser o genocídio premeditado de parte da população pobre, caso não aja uma mobilização contra os governos responsáveis pelo caos promovido pelo capitalista.