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Corona nos Correios
Convocar imediatamente assembleias para os Correios pararem
Sindicalistas que controlam os 35 sindicatos dos trabalhadores dos Correios precisam convocar assembleias dos Correios para que a categoria aprove greve e defenda suas vidas
correios 1607
Corona nos Correios
Convocar imediatamente assembleias para os Correios pararem
Sindicalistas que controlam os 35 sindicatos dos trabalhadores dos Correios precisam convocar assembleias dos Correios para que a categoria aprove greve e defenda suas vidas
Trabalhadores dos Correios paralisados
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Trabalhadores dos Correios paralisados

A categoria dos trabalhadores dos Correios, que possui mais de 100 mil trabalhadores por todo o país, é organizada em 35 sindicatos, e uma Federação oficial, a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios), sendo que as direções pelegas dos Sindicatos do Rio de Janeiro , São Paulo e Bauru saíram da Fentect, e ressuscitaram a Findect, uma federação fantasma, criada pela direção dos Correios, para dividir a categoria.

Nos últimos anos, os trabalhadores dos Correios, sob a orientação desses sindicalistas, viram seu principal benefício (plano de saúde) desaparecer. Um benefício que a categoria não pagava nada, e ainda podia colocar os pais e mães, agora tem que pagar mensalidade que ultrapassam R$ 200,00 (duzentos reais), retiram o direito dos pais/mães dos trabalhadores usarem o plano e ainda aumentaram em 50% o valor do compartilhamento dos gastos com o trabalhador.

Diante disso, a burocracia sindical dos Correios, para esconder as diversas capitulações na luta em defesa do plano de saúde da categoria, a burocracia, marcou greve para o inicio do ano, vindo a suspender por quatro vez a greve.

Com a chegada do Corona vírus no Brasil que atingiu em cheio dos brasileiros, os trabalhadores dos Correios não foram liberados para o teletrabalho, continuam nas ruas do Brasil mas os sindicalistas dos, que na sua maioria fecharam os sindicato, abandonaram até a propaganda da greve.

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Justamente no momento em que os trabalhadores dos Correios estão mais ameaçados, não só pela redução salarial, ou pelos ataques no plano de saúde, mas na própria vida, o bando dos quatro (sindicalistas do PT, PCdoB, PSTU e diretoria do Sintect-MG, LPS) decidiram fugir de qualquer assunto que for declarar greve na categoria.

Com a morte de um trabalhador dos Correios em São Carlos/SP, com suspeita de coronavírus, e vários casos de trabalhadores contaminados, a direção golpista dos Correios, apresentou a possibilidade de alguns trabalhadores se afastarem mas a maioria segue trabalhando sem os principais equipamentos de segurança (máscara, luvas e em alguns lugares até sem álcool gel).

A burocracia sindical, como forma de manter os trabalhadores dos Correios na ativa, trabalhando em período de confinamento, entrou com diversas ações na justiça, afim de que os juízes patronais decidam pela obrigatoriedade dos equipamentos de segurança e garantias para que os trabalhadores dos Correios em grupo de risco, possam trabalhar em casa.

Com essa única forma de lutar contra os bolsonaristas que estão na direção dos Correios, a categoria continua trabalhando com risco de morte, as liminares concedidas a burocracia sindical, e depois caçadas pela direção golpista da ECT, só confundem os trabalhadores e os deixam inseguros para se organizar contra os abusos da empresa.

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A única forma dos trabalhadores dos Correios terem segurança é com a realização de uma greve geral, onde a categoria poderá determinar qual é o serviço essencial dos Correios e como será a forma de turno a ser realizado esse serviço, pois nesse momento, a direção da ECT continua aglomerando os trabalhadores nos Centros de Triagem e exigindo que os carteiros entreguem qualquer encomenda e cartas de casa em casa.

A desculpa dos sindicalistas, de que não dá para colocar os trabalhadores em uma assembleia devido a aglomeração, deveria então ter a mesma posição para os centros de triagem e CDD´s, que continuam com vários trabalhadores ecetistas aglomerados.

É preciso convocar as assembleias, nem que sejam em lugar aberto, garantindo o distanciamento, com máscaras e álcool gel, pois se iríamos fazer greve meses atrás para impedir um reajuste nas mensalidades do plano de saúde, muito mais importante é a greve agora para proteger a vida dos mais de 100 mil trabalhadores da empresa e de seus familiares.

 



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