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As ruas cobertas de vermelho em todo o País

Colômbia

Convocação para ocupar as ruas de Bogotá desafia Iván Duque

Mobilização popular se aprofunda enquanto direções vacilantes tentam acordo com o governo terrorista

Repressão policial contra o povo – Foto: Reprodução

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O Comité de Paro Nacional da Colômbia está convocando uma grande mobilização na capital Bogotá na próxima quarta-feira (09) contra o governo de extrema-direita de Ivan Duque, frente à falta de interesse do governo em negociar com as lideranças das manifestações.

Na convocação, organizações que integram o Comitê, como a Central Unitaria de Trabajadores (CUT), estão afirmando que preparam uma grande manifestação para invadir Bogotá e tomá-la do governo fantoche do imperialismo. As organizações denunciam a falta de interesse do governo em confirmar as negociações dos pré-acordos para atender às reivindicações dos trabalhadores há semanas.

Os delegados do Comitê Nacional de Paro se reuniram com membros do governo na última sexta (04) e neste domingo (06) visando formalizar o pré-acordo assinado entre a direção do movimento e ministros do governo Duque em 24 de maio. Porém, o governo se recusou a formalizar o pré-acordo gerando um impasse.

Os representantes das organizações que integram o Comitê informaram que suspenderam as negociações com o governo Duque e agora partirão para uma nova rodada de enfrentamento nas ruas.

Repressão estatal sem limites

O movimento denuncia a intensa e violenta repressão que a polícia nacional vem adotando desde 28 de abril, quando se iniciaram as manifestações pelas principais cidades do país. Desde então manifestantes relataram a morte de, pelo menos, 61 pessoas pelas mãos da polícia, denunciando em especial o Esmad (Escuadrón Móvil Antidisturbios) que tem realizado ataques com armas de fogo às manifestações e são denunciados por assassinatos, torturas e estupros.

Desde o início das manifestações, foram registrados 1.649 prisões arbitrárias de manifestantes e 3.789 casos de violência policial, sendo que 1.248 pessoas foram vítimas de violência física, 45 relataram homicídios pela polícia, supostamente; 705 intervenções violentas, 65 pessoas com lesões oculares, 187 casos de tiros e 25 atos de violência sexual.

Na última sexta (04), mais uma noite de violenta repressão resultou na morte de 3 jovens manifestantes na cidade de Cali. Policiais do esquadrão teriam atirado contra as pessoas que mantinham um bloqueio de uma rua na região conhecida como Paso del Comercio, ferindo outras oito.

Buscando contornar a situação e frear o ímpeto das manifestações, Ivan Duque anunciou nesse domingo (06) que encaminhará ao congresso um projeto de lei para implementar um treinamento em direitos humanos, maior supervisão dos policiais, criação de uma diretoria de direitos humanos, uma nova diretoria de treinamento para os oficiais e um canal de reclamações. Porém, a proposta de lei só poderá ser votada pelo congresso em julho, quando retornam os trabalhos na casa.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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