Conune: PCdoB deixa DCE fascista falar

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Aconteceu no última quarta-feira (10) a abertura do 57º Congresso da Une (União Nacional dos Estudantes), no Centro Comunitário Athos Bulcão, localizado no campus da Universidade de Brasília (Unb), que teve como tema a campanha “mais livros, menos armas”.

A mesa de abertura, que se iniciou às 19h, era composta apenas por representantes de entidades, tais como, a própria direção da Une, Ubes (União Brasileira dos Estudantes), Andes (Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior), Fasubra (Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras), ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduação), Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições federais de Ensino Superior), Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Muncipais). Os representantes do PCO no congresso, procuraram a direção da organização da abertura para fazer uma saudação ao Congresso, mas foram impedidos com a  justificativa de que partidos políticos não iriam poder falar na abertura.

Mas o que chamou mais a atenção, na atividade de abertura do Congresso, foi a presença, dentre os convidados para compor a mesa, nada menos que a representante do MBL (Movimento Brasil Livre) e presidenta do DCE da Unb, Clarice Menin, a mesma que defende a privatização das universidades através das PPP’s (Parceria Pública-Privadas). A organização à qual pertence, MBL, que é financiada e impulsionada pelo imperialismo norte-americano, é a mesma que ajudou a impulsionar o golpe do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, a prisão e a inelegibilidade do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, ou seja, uma direita fascista, teve, em nome da “democracia”, a sua intervenção garantida pela direção da Une/UJS/PCdoB para os mesmos que querem destruir a educação.

Menin, em sua intervenção, saudou a direção da Une e agradeceu o convite. Demagogicamente, disse que ali era um espaço democrático, aberto a todas as posições, tanto da esquerda quanto de direita.

Diante de tanto mau-caratismo, a plenária veio abaixo gritando fora MBL, fora a direita, fora Bolsonaro, quando a representante deixou o plenário sob uma forte vaia dos delegados presentes.