Contra os fascistas, é preciso ampliar os Comitês de Luta Contra o Golpe

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Os Comitês de Luta Contra o Golpe são instrumentos fundamentais para as massas populares na luta o contra o golpe e contra fascismo que ronda o país. A reação dos oprimidos aos opressores não pode estar sujeita unicamente ao espontaneísmo das massas, que acossados pelo golpe e o fascismo reagem, e preciso que esta reação seja estimulada, preparada e organizada segundo um fim determinado que atenda plenamente os interesses do povo trabalhador. Ou seja, é preciso uma intervenção consciente com uma política e uma prática consequentes que animem as massas na luta pelos seus interesses.

Essa é a tarefa dos comitês de luta contra o golpe, ser o centro da auto-organização massas populares, por meio da participação dos trabalhadores e de suas organizações, assim como de toda a esquerda democrática, antigolpista e antifascista. Surgido da necessidade de organização da população contra o golpe de Estado (impeachment da presidenta Dilma) os Comitês foram responsáveis pela organização de diversas campanhas da luta antigolpista ao longo dos últimos anos, contudo sua atuação esteve restrita a militante e ativista da esquerda.

Entretanto, a luta política atual coloca tarefas maiores e prementes. A crise do governo Bolsonaro, causa pela incapacidade de conciliar os diversos interesses da da burguesia brasileira e internacional, bem como sua total falta de apoio popular, tanto enfraqueceu o governo, quanto recolocou na agenda da burguesia a possibilidade da ditadura de tipo fascista como saída para a crise.

Esse é o sentido das declarações do governo em favor da ditadura brasileira de 1964 e outras. O governo trabalha abertamente no sentido de unificar os diferentes setores da burguesia por detrás da edificação de uma ditadura fascista como saída para crise do regime político nacional. Esse é o sentido das declarações.

Estamos ameaçados de uma ditadura fascista, ditadura essa que já está sendo estabelecida sorrateiramente por meio das modificações nas legislação, na política de Estado e em toda maquina estatal. Se há setores da burguesia que ainda não apoiam a ditadura fascista como saída não é por considerações humanitárias ou apreço pelo povo brasileiro, mas porque não chegaram a um denominador comum com os outros setores. Toda a burguesia pode vir rapidamente a se unificar por de trás da saída fascista.

Só há um meio derrotar o fascismo que se insinua e o golpe como um todo: a mobilização popular das amplas massas. Os Comitês cumprem aí um papel fundamental, contudo, assim como a situação política desenvolveu-se, também os comitês o devem fazer, passando de centros de organização de uma vanguarda para centros de organização de massas, só assim a sua tarefa de preparar e organizar a luta contra o fascismo poderá ser realizada eficazmente. Para a vanguarda militante essa é a tarefa central do momento.