Contra o golpe do STF é preciso mobilizar pela candidatura de Lula

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Da redação – Ao adiar para plenário o pedido de liberdade de Lula, o ministro Edson Fachin escancarou o oportunismo do judiciário no sentido de impedir a candidatura do ex-presidente. Afinal, a decisão se dará em agosto, justamente o mês em que serão registradas as candidaturas presidenciais, portanto em meio ao processo de registro dos candidatos, prestando-se desse modo a toda espécie de manipulações. O STF poderá fazer, por exemplo, uma operação casada com o Tribunal Superior Eleitoral, libertando Lula, mas, ao mesmo tempo, impedindo o registro de sua candidatura presidencial.

Fica mais do que claro a intenção malsã do adiamento, e a conclusão inevitável de que Lula é um prisioneiro político, um cidadão sequestrado pelo Poder Judiciário, controlado pela direita e que rejeita a realização de eleições verdadeiramente democráticas em 2018.

Conforme informou o 247: “Essa nova manobra de Fachin, que ontem foi alvo de um manifesto de 271 juristas, apenas comprova que Lula não é um prisioneiro da Justiça, mas apenas um cidadão temporariamente sequestrado pelo Poder Judiciário para que seus direitos políticos sejam cassados até as eleições. Como todas as pesquisas indicam que Lula venceria a disputa presidencial com facilidade, na prática, o que Fachin fez foi sequestrar a própria democracia brasileira – o que despertou o repúdio até daqueles que se colocavam entre seus melhores amigos.”

A absurda prisão de Luiz Inácio Lula da Silva, que vem sendo mantido como preso político há mais de 80 dias, resiste hoje até mesmo diante da declaração de um dos ministros mais experientes do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, que alegou abertamente sua inconstitucionalidade.

A conclusão óbvia a se tirar disso tudo é que não basta contar com as instituições ou o calendário eleitoral como forma de transformação da situação política, que está conduzindo o Brasil ao caos social. Sem uma grande pressão popular dificilmente a candidatura de Lula conseguirá firmar-se de um ponto de vista legal, o que implicará uma traição à democracia, ao desejo popular majoritário que quer Lula na presidência, e revogação dos efeitos perniciosos do golpe de estado.