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COMANDO DE GREVE

Greve

Contra demissões e redução salarial, motoristas precisam parar

Para a manutenção de salários e empregos só a mobilização dos trabalhadores; os tribunais são territórios burgueses, ou seja, dos patrões.

Tempo de Leitura: 2 Minutos

Imagem dos ônibus consórcio Guaicurus – Foto: Reprodução

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Em negociação com o Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Coletivo (STTCV) o Consórcio de empresas de transporte Coletivo Guaicurus de Campo Grande, demitiu 155 trabalhadores e tenta reduzir os salários em 25%.

Em audiência de mediação na sexta-feira (7) que o Consórcio Guaicurus e o Sindicato realizarão uma negociação coletiva em até 60 dias onde será negociado  as dispensas em massa ocorridas durante a pandemia. Na reunião ficou firmado que não haverá paralisação do transporte público neste período. Os outros cerca de 160 demitidos ficarão de fora da análise, pois foram desligados gradativamente, por isso o MPT-MS (Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso do Sul) não entendeu que foram desligamentos pontuais.

Durante a pandemia onde a situação dos trabalhadores piorou de maneira exponencial os patrões ligados ao transporte coletivo de Campo Grande demitiram mais de 300 trabalhadores, apesar do lucro de quase 12 milhões anuais.

Algumas questões serão examinadas pelo Sindicato STTCU o pagamento das verbas rescisórias e os contratos de rescisão dos 155 funcionários demitidos e se os critérios para dispensa dos trabalhadores foi produto de discriminação por serem consideradas do grupo de risco em relação pandemia.

Na sexta-feira (07), o MPT-MS sinalizou os riscos em relação às demissões que poderiam causar mais prejuízos à empresa. Isso caso fiquem caracterizadas dispensas discriminatórias, fato que poderá implicar em condenação do empregador por dano moral coletivo.

As demissões podem ser represálias da empresa aos trabalhadores, Os desligamentos acontecem depois de duas semanas em que os motoristas do transporte público realizaram paralisação de duas horas no dia 20 de julho para discutir ajuste na legislação municipal. Na ocasião, os motoristas acusaram as empresas de transporte coletivo de pressionarem o STTCU como forma de forçar a  (Agência Municipal de Trânsito) a revogar a Lei 6.481/20, de 14 de julho de 2020. Lei que permite a aplicação de multa por eventual descumprimento de regras pelo Consórcio Guaicurus.

No Brasil chegamos a triste marca de 101 mil pessoas mortas pela Covid-19, hoje no Brasil existem mais pessoas sem empregos que com empregos, deste contingente de óbitos a sua grande maioria é de trabalhadores pobres, segundo especialistas o que fez os números de contágios e mortos aumentarem são os ônibus urbanos lotados.

A burguesia, ou seja, os patrões tem total desprezo pelas condições de vida da classe trabalhadora, o caso de Campo Grande denúncia à realidade no restante do país, cortes de salários e demissões para manutenção do lucro, pois para os trabalhadores acumulam-se mais horas de trabalhos e dividas e para os patrões o lucro.

A esquerda pequena burguesa acredita em mitos, consequentemente as direções sindicais tem as mesmas ilusões, que a justiça é imparcial, isto é, que está acima da luta de classes, então transformaram os sindicatos em grandes escritórios de advocacia. Disseminado entre os trabalhadores que a luta é apenas judicial, como se a justiça do trabalho fosse uma mera disputa burocrática de um tribunal, a justiça é um aparelho de repressão estatal que age contra os trabalhadores. Só a luta consciente as mobilizações podem pressionar a burguesias. Nos tribunais, as vitorias são parciais e efêmeras.

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