Ataque ao patrimônio ambiental
Capitalistas passam por cima da lei e tentam impor política de ataque ao patrimônio indígena e ambiental
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Comunidade da Terra Indígena Jaragorganizada, ocupada pelos indígenas entre janeiro e março | Foto: Reprodução

Passando por cima de uma decisão judicial, concedida em abril, favorável aos indígenas da etnia Guarani Mbya, a construtora Tenda tentou ocupar a área em disputa entre a empresa e as comunidades nativas na manhã desta quarta-feira, 27. Localizada na zona norte de São Paulo, no bairro do Jaraguá, com 8.624,59 m² de Mata Atlântica nativa, a área é defendida pelos indígenas Guarani Mbya contra os interesses predatórios da construtora.

O objetivo dos empresários, da especulação imobiliária, é construir no local 11 prédios de um condomínio com 880 unidades de apartamento. Não é a primeira vez que a construtora passa por cima de uma decisão judicial  favorável às comunidades nativas. Os indígenas denunciam que mesmo a justiça concedendo liminar proibindo o corte de arvores pela empresa no local em fevereiro, ao menos 800 delas já teriam sido derrubadas pela empresa Tenda até o momento.

Há uma outra denúncia que está sendo apurada pelo Ministério Público de que mais de 4 mil árvores teriam sido derrubadas de maneira completamente irregular pela empresa, além de que as obras podem ameaçar uma nascente denominada de “Ribeirão das Lavras”, considerada área de preservação permanente.

Em janeiro os indígenas decidiram ocupar a área para impedir a construção dos prédios. No dia 10 de março houve uma ação da polícia militar de reintegração de posse no local, a qual acabou em um acordo favorável aos Guaranis Mbya, impedindo as obras na área até a realização da próxima audiência.

Mesmo com essas inúmeras irregularidades, a empresa mandou funcionários para o local com máquinas e tratores na manhã da última quarta-feira 27. Confrontados pelos indígenas, os funcionários foram embora e a Tenda alegou posteriormente que teria sido um “engano”, que eles estariam indo prestar serviço em outro local.

Trata-se, obviamente, de uma provocação por parte da empresa, dos capitalistas, os quais passam por cima da lei e adotam uma política de assédio contra os indígenas para impor os seus interesses.

A única maneira de preservar a área e o a patrimônio histórico dos Guarni Mbyas é organizando a ocupação permanente da área por parte da comunidade indígena até que os interesses dos índios sejam todos atendidos. Dentre as reivindicações, os Guarani Mbyas lutam pela criação de um parque ecológico no local e um Memorial da Cultura Guarani.

 

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