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Dia 4 de fevereiro, o Nexo Jornal publicou uma entrevista com Manuela D’Ávila, candidata presidencial que o PCdoB resolveu apresentar em meio ao golpe de Estado e à perseguição ao ex-presidente Lula, alegando a necessidade de apresentar um “programa”.

Durante a entrevista, Manuela D’Ávila afirmou que para aplicar esse programa o governo do PCdoB precisaria formar alianças em uma “frente programática” envolvendo os setores produtivos: trabalhadores produtivos e “empresários produtivos”, categoria enigmática que não se sabe muito bem do que se trataria. Aparentemente, trata-se de uma aliança dos trabalhadores com os capitalistas para repetir os governos do PT mas sem a base petista reunida em organizações como a CUT e o MST.

Se não é possível entender de forma inequívoca quem são os “empresários produtivos” (uma charada) que comporiam uma aliança com os trabalhadores produtivos (um pleonasmo) para governar, parte do que se poderia chamar de um programa vem sendo apresentada de forma mais clara, embora não se explique como tal programa poderia ser aplicado.

Durante a entrevista, Manuela D’Ávila respondeu a uma pergunta sobre o armamento e sobre a “criminalização” (proibição sob pena de punição pelo Estado) da homofobia e de outros “crimes de ódio”. Nesse ponto, a candidata do PCdoB mostrou que não aprendeu algumas das mais importantes lições do golpe de Estado por meio do qual a direita derrubou o governo do PT, do qual o PCdoB fazia parte, com direito a ministério.

Segundo Manuela D’Ávila, os “crime de ódio” devem ser “definitivamente” tratados com “crimes”. E como tais, devem ser punidos. Ecoando os “Datenas” que diariamente fazem campanha na TV pelo esmagamento da população pobre com o pretexto de combater a violência, Manuela D’Ávila quer o “fim da impunidade”. Lema também usado por coxinhas que apoiam as operações “contra a corrupção” que estão demolindo direitos de “investigados” e demolindo setores da própria indústria nacional.

O problema que não fica explícito nas afirmações de Manuela D’Ávila é quem será responsável pela aplicação das leis que acabariam com a “impunidade” para os ditos “crimes de ódio”. Será o mesmo Judiciário que acaba de derrubar o próprio governo do PT e do PCdoB, sob o comando da direita que todos os dias conspira contra os trabalhadores produtivos e a população pobre em geral. Dada a crescente militarização do país, talvez a candidata espere que os militares combatam a homofobia .

Na prática, essa política só pode aumentar os pretextos sob os quais o Estado pode punir os cidadãos. Em plena ofensiva da direita, a esquerda deveria entender ainda mais que não se pode pedir ao Estado burguês a “criminalização” de coisa de nenhuma”. O mesmo vale para o armamento. Curiosamente, o PCdoB, que sempre relembra a guerrilha do Araguaia, quando militantes corajosos se engajaram em uma luta armada contra a ditadura militar, aparece em um momento como esse para falar em repressão contra quem porte armas.

O “programa” que, segundo o PCdoB, justifica sua candidatura justo agora, depois de formar com o PT todos os seus governos, é um programa que nesses pontos só favorece a própria direita golpista. Uma direita que está armada até os dentes com a polícia, Exército, seguranças privados e bandos fascistas protegidos pela polícia, além de toda espécie de coxinhas. Uma direita que também já tratou de colocar toda a internet sob vigilância. É nessas circunstâncias que Manuela D’Ávila aparece para pedir repressão contra o porte de armas e contra a expressão de determinadas opiniões na internet.

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