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Os episódios durante a caravana de Lula pelo Sul do País deixaram muito claro, para quem ainda tinha alguma dúvida, que a extrema-direita está crescendo e partindo para a ofensiva contra as organizações populares e de esquerda. Essa extrema-direita fascistoide é um subproduto do golpe, é impulsionada pelos golpistas, ou seja, não se trata de um movimento popular – pelo menos não agora – mas de um movimento artificial criado por empresários, latifundiários e elementos do aparato de repressão.

O fato é que, embora o final da caravana tenha mostrado que a esquerda é ampla maioria, esses grupos fascistas estão cada vez mais à vontade para provocar e agredir. Um dos fatores é justamente é crise do próprio regime golpista que está com enorme dificuldades de resolver os problemas, impor as medidas impopulares do golpe, prender Lula utilizando as instituições. Por isso, o fascismo começa a aparecer como uma cartada possível da burguesia.

A violência foi tão explícita que depois de pedradas, chicotadas, agressões a mulheres, o penúltimo dia da caravana foi marcado por um atentado a tiros contra um dos ônibus.

Embora a organização da caravana não tenha enfrentado à altura os ataques dos fascistas durante todo o percurso, talvez por ter sido pegos de surpresa, a decisão de Lula de continuar até o fim se mostrou correta pelo enorme ato final em Curitiba que sufocou a iniciativa da extrema-direita que tentou chamar uma manifestação no mesmo dia.

Essa experiência mostrou que a pior política possível diante do fascismo é recuar. Alguns setores do PT defendiam parar a caravana, outros procuram apresentar como solução apelar para a polícia – como se não fosse ela mesma parte importante dos elementos fascistas. Tudo isso é uma maneira criminosa de lidar com a ofensiva fascista.

A história já ensinou que com o fascismo não tem conversa. É preciso que as organizações populares, que representam a esmagadora maioria do povo, se organizem para combater a extrema-direita da maneira como for necessário. Para isso é preciso formar comitês de autodefesa que estejam preparados para reagir diante de qualquer ameaça. É preciso colocar os fascistas para correr enquanto eles ainda são uma minoria, uma escória que, como ficou claro na caravana, sobrevive apenas com o apoio dos capitalistas, latifundiários e elementos da repressão que encobre seus crimes.

Como disse o próprio Lula em um de seus discursos durante a caravana, “não daremos a outra face”. É esse mesmo o caminho, é preciso reagir na mesma moeda, é preciso que essa as próprias organizações e o próprio povo se defenda através dos comitês, não é possível contar com a polícia.

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