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Contra a extrema-direita, LGBTs precisam formar comitês de autodefesa
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Contra a extrema-direita, LGBTs precisam formar comitês de autodefesa
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Depois que Bolsonaro foi eleito, alguns setores da extrema-direita se sentiu mais à vontade para sair às ruas e atacar seus alvos tradicionais, mulheres LGBTs e negros, claro, todos sozinhos e sem ter como se defender como de práxis desses covardes. Talvez a parcela mais vulnerável dentre as citadas seja a comunidade LGBT.

Tradicionalmente perseguidos pela extrema-direita, a comunidade LGBT começou a se firmar e se unir a relativo pouco tempo. Por serem uma minoria na população e muitas vezes se esconderem devido ao modo hostil como são vistos por uma parcela da sociedade, tornam-se um alvo fácil para a extrema-direita.

Poder-se-ia crer que estamos progredindo em termos de políticas para a comunidade LGBT, afinal, muitos se iludem com a nova proibição da homofobia pelo STF. Tudo isso não passa de uma ludibriação, enquanto aparentemente o Estado cria políticas para defender a comunidade, a repressão aumenta e as condições de sobrevivência só pioram.

A demagogia do STF logo veio a tona quando especificaram que nenhuma sanção seria empregada se a homofobia viesse das igrejas. Assim como são insetos de impostos, estão livres para reprimir a sexualidade alheia, justamente eles que são os principais agentes das campanha homofóbicas na sociedade.

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A burguesia usa o público LGBT como massa de manobra, como expansão de mercado. No último domingo, a Avenida Paulista foi palco da Parada Gay, ato político que acontece no mundo inteiro para reafirmar a luta que essa parcela da população protagoniza todos os dias. O evento reuniu centenas de milhares de pessoas. A avenida estava repleta de bandeiras com as cores do arco-íris (símbolo LGBT). Bancos, lojas, prédio empresariais, até a FIESP estava vestindo as cores do movimento. Estaria burguesia adotando esta luta ? claro que não, pois bastou o dia se por para, como num filme de terror, chegar os agentes da repressão da prefeitura para expulsar todos das ruas. A Polícia Militar ia atrás de um cordão formado por funcionários da prefeitura vestidos de coletes laranjas que avançaram até a consolação espremendo e empurrando as pessoas. No fundo, os garis tiravam agilmente qualquer rastro do que havia passado por ali. Essa é a verdadeira política da burguesia para a comunidade LGBT.

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Diante tal cenário devemos entender que assim como todas as parcelas oprimidas da sociedade, o carrasco é a burguesia, e em tempos de crise sua principal arma é o fascismo. Esses cães raivoso fazem da comunidade arco-íris um de seus principais alvos depois dos trabalhadores.

A única saída contra o fascismo são os comitês de autodefesa. Os LGBTs nada devem esperar das instituições burguesas, não será neles que encontraram sossego ou justiça, muito pelo contrário, encontrarão nelas seus algozes. Para se defender só podem contar com seus iguais e com parcelas igualmente oprimidas. trabalhadores, mulheres, negros e LGBTs devem formar seus comitês e assegurar sua defesa contra o fascismo, contra a opressão do Estado Burguês.

 



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