A crise econômica que se aprofunda no Brasil, devido a política de terra arrasada dos governos golpistas foi amplifica com a pandemia do coronavírus em 2020. Os índices de desenvolvimento econômico, como o PIB estão despencando, enquanto as taxas de desemprego, desocupação vem aumentado. Além disso, os patrões estão impondo, com aval do governo Bolsonaro, do Congresso e do STF uma política de rebaixamento salarial, com a flexibilização dos direitos trabalhistas.

Se não bastece esse cenário de desmantelamento das condições de trabalho, o povo está sendo ainda mais duramente penalizado com mais uma mazela aterradora, a carestia.

A carestia é o aumento dos preços das mercadorias de uma forma contínua e acima dos rendimentos dos trabalhadores. Basta ir aos supermercados ou nas feiras livres para constatarmos uma explosão de preços, justamente das mercadorias essenciais para o consumo popular.

O aumento exacerbado do preço dos itens da cesta básica tem atingindo sobretudo a população pobre e impactado também as camadas médias. A explosão do preço do arroz no País teve grande impacto no dia a dia do trabalho, e tem chamado atenção inclusive dos meios de comunicação, uma evidência do completo fracasso do governo Bolsonaro, que prometia superar a crise, mas tem tirado até mesmo o arroz do prato da população brasileira.

O governo, através da Ministra da Agricultura, Teresa Cristina tem escondido os verdadeiros dados da crise de abastecimento, e o Ministro da Economia, Paulo Guedes chegou ao absurdo de colocar a culpa no próprio povo, segundo ele , “os preços aumentaram devido o povo que tem comido mais”. Uma verdadeira afronta ao povo brasileiro.

A crise dos alimentos não tem nada haver com aumento do consumo. esta na verdade relacionada com a política do Bolsonaro de destruição do País, dólar alto e incentivo às exportações, destruição da Conab (responsável pelo estoque dos alimentos), destruição dos estoques reguladores de preço, destruição da agricultura familiar.

É preciso derrotar essa política deliberada do governo de matar o povo de fome. Não podemos permitir que os patrões, o agronegócio e os grandes fazendeiros e atravessadores continuem especulando com os alimentos.

Como na época da luta contra a ditadura militar, a esquerda e as organizações sindicais e populares precisam construir uma ampla mobilização contra a carestia, mobilizando nos bairros populares e nas categorias contra a política de fome e miséria dos capitalistas,  apresentando um plano emergencial em defesa das reivindicações populares e pelo Fora Bolsonaro.

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