Greve de bancários
Os bancários do Banco do Brasil de todo o país estão paralisando mais uma vez as suas atividades contra a política de terra arrasada da direção golpista do banco
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Banco do Brasil | Foto: Reprodução
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Banco do Brasil | Foto: Reprodução

Acontece nesse dia 10 de fevereiro mais uma paralisação de 24h dos funcionários do Banco do Brasil, como resposta aos ataques da direção golpista da empresa, que acaba de anunciar, via “Comunicado ao Mercado” para satisfazer o apetite dos abutres capitalistas, a demissão, através dos famigerados PDV’s (Plano de Demissão “Voluntária”), mais de 5,5 mil trabalhadores.

Além das demissões, o banco promove o fechamento e transformação de agências em postos de atendimento de 870 dependências, o que vem acarretando o descomissionamento em massa dos funcionários e a transferências compulsórias dos mesmos que, na maioria dos casos, estão sendo obrigados a trabalhar em outros estados da federação; tudo isso com vistas à privatização do banco.

O efeito dominó, dessa política de terra arrasada dos banqueiros, para outras categorias é gigantesco: vigilantes, pessoal dos setores de serviços, tais como faxineiros, copeiros, estivas, etc., estão e serão diretamente afetados, com a perda dos seus empregos por conta desses ataques.

E é nesse sentido que os bancários de todo o país estão paralisando as suas atividades nesse dia 10.

Desde o início do golpe de Estado em 2016, os golpistas vêm realizando uma política de terra arrasada, com as tais reestruturações, que já acarretou a demissão de mais de 7 mil trabalhadores desde então, com fechamento de centenas de dependências bancárias, descomissionamento em massa e, em consequência, ocasionado a transferência compulsória de funcionários (política que lembra o fascismo), arrancar crianças e parentes do convívio com os pais, ao transferi-los para outros estados.

Em resposta à ofensiva reacionária da direção golpista do banco, no último dia 29 de fevereiro, os bancários do BB atenderam ao chamado das direções sindicais e aderiram à paralisação de 24h.

A greve fechou centenas de agências em todo o país com a paralisação de cerca de 80% dos Caixas Executivos. Foi sem dúvida uma demonstração do profundo descontentamento dos ataques implementado pela direção do banco contra o funcionalismo.

Nesse sentido é necessário e urgente, aproveitando o nível de insatisfação e adesão dos trabalhadores, organizar, imediatamente uma greve por tempo indeterminado.

Mais uma vez é necessário esclarecer que uma paralisação por 24hs e a propostas de estado de greve, defendidas pelas direções sindicais, pode vir a ter o efeito de uma derrota. Na medida em que não há uma perspectiva de continuidade da greve, a direção do banco se vê na condição de seguir com a sua política, o que poderá ocasionar a frustração dos trabalhadores e aprofunda o sentimento de derrota.

Diferentemente, com a greve por tempo indeterminado é possível ir aumentando a adesão ao movimento a partir dos piquetes passivos, dos comandos de greve, dos arrastões e, finamente, do sentimento de confiança que irá se alastrar pela categoria, quiçá para outras categorias, que estão sendo diretamente afetados pelos ataques dos patrões e seus governos.

Para isso, a única alternativa consequente para derrotar os banqueiros e seus governos é organizar a greve por tempo indeterminado. Organizar o chamado de plenárias nacionais, encontros regionais, assembleias presenciais, para organizar uma gigantesca mobilização de toda a categoria – com os cuidados sanitários – com objetivo de preparar o movimento paredista e barrar a política de ataques aos trabalhadores.

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