Golpistas e a farsa eleitoral
Zelaya, assim como foi com Lula, está sendo perseguido pelos golpistas de Hondura para impedir que concorra à presidência em 2022
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Manuel Zelaya, ex-presidente de Honduras | Foto: Win McNamee/Getty Images

Foi detido no aeroporto de Toncontín, nas proximidades da capital hondurenha o ex-presidente de Honduras, Manuel Zelaya, que governou no período de 2006-2009. Zelaya, está sendo acusado de carregar uma bolsa com US$ 18 mil, equivalente a $ 96,16 mil na cotação do dia 27/11.

Em sua declaração, alegou ser uma armação, que a bolsa não era sua. No Twitter Zelaya expressou seu sentimento dizendo-se vítima de uma injustiça e de uma armadilha. 

“Não sei a origem desse dinheiro. Obviamente alguém deve ter colocado nos meus pertences. Já viajei 400 vezes e sei que não podes viajar com tanto dinheiro. É preciso investigar quem colocou esse dinheiro meus pertences”.

Yuri Mora. porta-voz do Ministério Público de Honduras, disse que Zelaya já foi liberado. “O que está acontecendo é o que a lei diz: documentar o ocorrido e, uma vez concluída e assinada a papelada pelo ex-presidente Zelaya, na qual ele afirma que o dinheiro não é dele, ele pode ir embora facilmente”.

Manuel Zelaya continua ativo na política como líder do partido esquerdista Partido Libertad y Refundacione, e representa um grande perigo à direita que está no poder, cujo governo, que passa por grande instabilidade política e econômica pelo regime neoliberal de profundo ataque à população trabalhadora, e precisa tirá-lo de circulação para impedir que concorra novamente.

O processo é o mesmo que aconteceu com o presidente Lula no Brasil, que enfrentou e enfrenta acusações de corrupção para que o judiciário, tomado pela direita, casse os direitos políticos e o impeça de concorrer novamente, manchando a sua imagem perante a população com calúnias e difamações armadas de forma sórdida.

Com a derrubada de seu governo em 2009 por um golpe militar, Zelaya representou a primeira vítima de uma nova ofensiva política do imperialismo norte-americano na América Central e do Sul, impondo ao país, inclusive, uma ditadura, sustentada pelos militares e apoiada pelos EUA, cujo aprofundamento chega aos dias de hoje por meio de eleições que se sucederam eivadas de fraude eleitoral.

Manuel Zelaya, por seu caráter nacionalista de esquerda, foi o primeiro a ser derrubado, e representou o início desse ataque ao continente que, assim como ele, também perseguiu e derrubou outros presidentes de outros países na América Latina. Foi assim no Paraguai, em 2011, no Brasil em 2016, na Argentina que veio na forma eleitoral em 2015.

Em Honduras,  além de ter sido um inicio de uma nova etapa de golpe, mostrou um novo tipo de regime golpista. Diferente do que apresentado há 50 anos com os militares na década de 60 na própria América Latina, com tanques e generais, este tipo de golpe tem aparência constitucional, e é quase tão repressivo quanto o outro modelo.

Além disso, o golpe em Honduras  teve um novo capítulo muito importante que foi uma eleição onde quem ganhou foi um candidato que não é do regime golpista, mas foi considerado alternativo. Não obstante isso, isso não representou  dispensar a necessidade de fraudar a eleição com apoio dos golpistas, pois, como não poderia ser diferente, a alternativa representou a continuação no poder dos mesmos golpistas, e a confirmação da agenda de trabalho neoliberal que vinha sendo desenvolvida.

Com o aprofundamento do golpe, a mobilização aumentou e as ruas trouxeram toda a indignação que vem desde o golpe e se intensifica com a pauta de privatizações, achatamento de salários, e etc. E, da mesma maneira que a mobilização cresce, proporcionalmente também aumenta a repressão policial que a direita e os golpistas, impõe contra os trabalhadores para evitar que ganhe espaçõ a oposiçao com os movimentos sociais, sindicatos e a esquerda.

Sem duvida alguma, a defesa de Zelaya é unir forças contra o ataque do imperialismo ao político nacionalista de esquerda, o que coloca como única saída para isso, a mobilização dos movimentos sociais representativos da classe trabalhadora para se impor contra os golpistas, e derrotar essa agenda de trabalho neoliberal que é impulsionada pelo imperialismo, que massacra o trabalhador, e liquida com toda riqueza do país.

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